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Resenha: Procura-se Um Marido - Por Meise Renata

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19/11/13
“Você precisa é de um bom homem ao seu lado. Alguém que lhe mostre o verdadeiro sentido da vida. Precisa de um marido.”


Título: Procura-se Um Marido 

Autora: Carina Rissi
Editora: Verus (Record) 
Páginas: 474 


   Alicia é uma mulher de 24 anos que mais parece uma adolescente; também pudera, fora criada pelo seu avô cuja fortuna era incalculável e sempre a mimou. Ela perdeu os pais quando criança, portanto tudo que tinha na vida era seu avô. No entanto, quando vô Narciso morre, Alicia se vê desamparada e mal sabe que tudo na sua vida mudará completamente.

   Para começar, ela descobre que precisa estar casada por pelo menos um ano para ter direito à herança de seu avô.





“Se vou ter que me casar pra ter direito à herança do meu avô, pode esquecer. A União pode ficar com tudo. Não tenho namorado, não acredito na instituição do casamento, não vou me casar só porque meu avô quer.”

   Alicia encontra-se num impasse: ao mesmo tempo que precisa trabalhar (seu avô lhe deixara um emprego vitalício na empresa que era dono, a L&L Cosméticos), não quer; mas ela mal sabe que não tem escolha.
   A saída que ela encontra é colocar um anúncio no jornal dizendo que está procurando – alugando –um marido por um ano. E é a partir desse anúncio que ela conhece Max, seu futuro marido.

   O desenrolar da trama é envolvente: você quer saber loucamente o que vai acontecer com Max e Alicia e por isso devora as páginas com rapidez. No entanto, minhas primeiras impressões sobre Alicia foram repugnantes, mas comecei a adorá-la depois de uma parte.

   É válido lembrar que “Procura-se um Marido” é um ChickLit nacional, da Carina Rissi e embora eu não leia muito esse gênero, me apaixonei por Max e Alicia (olha, se Max for da maneira como eu imaginei e da maneira como Carina detalhou, meu Deus , que Maximus! Haha).

   O que podemos perceber durante a leitura é a mudança na personagem principal, visto que Alicia passa de odiada para amada, porque ela aprende a viver, ela tinha tudo: dinheiro, carro, cartão de crédito... Porém na verdade não tinha nada. Quando tudo isso “acabou”, ela teve que aprender a viver com o que havia restado.

   A amizade entre Alicia e sua melhor amiga, Mariana, é linda! Mas o mais lindo é o que acontece entre Max e Alicia – mesmo todos sabendo o que geralmente acontece nos livros de romance... Enfim, né?
 
Adorei o livro e recomendo a leitura, principalmente se você ama chicklits!

Quote:

“Max era uma incógnita para mim. Às vezes, como naquele momento, me tocava sem que eu precisasse recorrer a subterfúgios. Em outras, dava mais trabalho que cabelo alisado com chapinha em dia de chuva.”


Esta Postagem é de Meise Renata, que escreve para o Blog: 




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Manhã, Tarde & Noite - Resenha

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Título: Manhã, Tarde & Noite
Autor: Sidney Sheldon
Ano: 1995
Número de páginas: 349


"Na verdade, havia dois Harry Stanfords... o público, que podia persuadir os passarinhos a sair da árvore do dinheiro, e o filho da puta que sentia prazer em destruir as pessoas. Era um homem encantador, mas podia se virar contra você como uma serpente. Tinha uma personalidade dividida... era ao mesmo tempo o encantador da serpente e a serpente".

   Manhã, tarde e Noite envolve mistério, romance e suspense. Começa com a misteriosa morte de Harry Stanford, um bilionário poderoso, que morre em circunstâncias suspeitas, quando ameaça mudar seu Testamento. Harry guarda grandes segredos, dentre eles uma filha fora do casamento (o que não é segredo para algumas pessoas de sua família, já que houve um grande escândalo quando a população da cidade descobriu seu caso com a governanta da casa, o que resultou no suicídio de sua mulher); além dessa suposta filha fora do casamento, Harry tem três filhos - Woody, Kendall e Tyler. Com a morte do pai, ambos animam-se para a leitura do Testamento, porém, quando todos estão reunidos na mansão de Rose Hill, aparece uma mulher dizendo ser a suposta filha de Stanford e herdeira também. Será que essa mulher é filha de Stanford? O que teria acontecido no dia de sua morte? O que estará escrito em seu Testamento?

   Digamos que Stanford nunca foi um tipo de pai exemplar, mesmo sendo dono de uma fortuna incalculável. Logo após o suicídio da esposa, ele mandou os filhos (com idades entre 11 e 16 anos), para diferentes escolas internas, e durante as férias os enviava para diferentes "acampamentos de verão", de forma que não tivessem tanto contato entre eles. Grotesco, não? Os filhos cultivam remorso do pai, de forma que não esboçam tanto sentimento em relação a sua morte, a não ser alegria pelo Testamento. Em algumas passagens do livro senti até mesmo raiva de Harry, como é que ele podia ser do jeito que era? Mas a questão é: o que há no seu Testamento, já que o mesmo morreu misteriosamente quando estava voltando de uma viagem para muda-lo?  

   Foi o primeiro livro de Sidney Sheldon que eu li; ele envolve um mistério maluco, e o livro prende sua atenção, e a única coisa que você quer é finalizá-lo o mais rápido possível para descobrir todo o mistério em questão. Ele me surpreendeu, sem dúvidas. Leiam, eu recomendo!

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Perdida - Por Meise Renata

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“Está na hora de começar a crer que existem mais coisas no universo além daquelas que os seus olhos podem ver. E finalmente começar a viver sua vida! Você sempre a deixou para depois, esperando que ela acontecesse, mas nunca fez nenhum esforço para isso.”

   
Sofia é uma mulher de 24 anos que não acreditava no amor em hipótese alguma. Certa vez fora machucada por um namorado, e desde então passou a ter a concepção de que o amor não era algo instigante; casamento então? Sofia não entendia por que as pessoas se casavam.

   “Viver em função de uma única pessoa, como se sua vida só tivesse sentido com ela por perto? Acordar e olhar para a mesma pessoa todo santo dia? (...) não era um tipo de sentença de escravidão, pelo menos?”

   Tudo começa a mudar quando ela acidentalmente deixa o celular cair na privada. Como é que uma pessoa, em pleno século XXI, consegue viver sem celular? Pois bem, dado como perdido, Sofia vai em busca de um novo celular. A partir do momento que ela adquire seu novo “monstrinho” com uma vendedora pra lá de esquisita, percebe que tudo ao seu redor mudou. Sofia estava no século XIX, ano de 1830. Ela estava perdida. 

   Com a justificativa – daquela vendedora maluca –, de que ela “estava onde deveria estar”, Sofia tenta entender como e por que fora parar lá. Logo percebe que viver em um século completamente diferente do seu não será nada fácil.

   Ela sabe que precisa encontrar algo ou alguém por lá, mas não faz a mínima ideia do que ou de quem possa ser. Até conhecer Ian. Ian mudaria tudo em sua vida. Ian, aquele que abalaria suas “estruturas”.  O que acontecerá com Sofia? Será que ela encontrará o que procura?

   Nesse livro, a autora nacional Carina Risse esbanja graça e magia, fazendo da personagem principal – Sofia –  a alegria pura. Na minha percepção, percebi que Carina tentou com esse livro, fazer um balanço das principais mudanças que ocorreram entre os séculos XIX e XXI, mas, principalmente, conseguimos perceber a crítica que a autora faz – ou pelo menos é essa a impressão que nos passa – das mudanças comportamentais dos seres humanos e do ambiente que ele criou. Podemos constatar isso em algumas passagens de Sofia:

   “Pensei com amargura que era uma pena as pessoas de hoje não serem mais assim, não sorrirem com tanta facilidade, como Ian fazia.”

   “Enquanto nos aproximávamos, olhei ao redor, admirando mais uma vez a beleza do lugar. Era tão diferente do que eu estava habituada, sem aquela poluição de outdoors, letreiros, homens-sanduíche, cartazes, ambulantes vendendo cacarecos...”

   A narrativa é rápida e de fácil compreensão. Carina compartilha conosco as esquisitices do século XIX (ora, para nós, meros humanos do século XXI, as coisas daquela época são esquisitas), e nos apresenta a mudança de Sofia ao longo da história. O livro é cativante e duvido você não se apaixonar por Sofia e principalmente por Ian. Não perca a oportunidade de ler esse sucesso da literatura nacional! E ah, vocês sabiam que Perdida vai virar filme? Imaginem o quão lindo ficará!



Meise Renata é blogueira do blog Viciadas em Livros 

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A Lenda do Lago de Fogo - Por Brenda Ellen

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Autor: Edson Vanzella Pereira


Editora: EDITORA DRACAENA

ISBN: 8582180624
Edição: 1
Coleção: 
Ano: 2013
Páginas: 380







Este livro foi uma cortesia disponibilizada pela Editora Dracaena

No inicio eu não entendi muito bem a capa, mas ao ler, consegui entender e ver o quanto é coerente à imagem da capa, com a história, entendi perfeitamente o motivo da imagem da Casa Branca na parte superior da capa, e por isso eu adorei a capa, a diagramação é bem simples, mas eu gostei bastante!

Ortografia impecável, eu não encontrei nenhum erro durante toda a obra. É um livro considerado de tamanho médio, com 378 páginas, é de fácil compreensão e me prendeu bastante.

O livro se baseia em uma lenda, como já diz no título, se passa na família Baltimore, o pai Peter, a mãe Lisa, o irmão mais velho David, o irmão do meio Max e a irmã mais nova Peggy. O espaço é nos Estados Unidos, os Baltimore é uma família humilde, e um dia na escola David recebe o comunicado que foi selecionado para fazer o teste de superdotados do governo e os três primeiros selecionados trabalhariam para o governo americano.

David, mesmo nervosos, superou todas as expectativas, e demonstrou ter um QI maior que 90 (QI do físico Albert Einstein), e por isso foi convidado a ter um cargo especial denominado Agente Zero.  David viaja em uma missão com seu pai e a agente do governo Brenda Marshal, e neste tempo sua mão e seus irmãos foram fazer uma visita ao lago dourado, onde Max foi atraído pela luz dourada do lago, que estava todo imundo cheio de resíduos provenientes da fábrica Moranreal, uma grande fábrica de chocolate.

Max se sentiu chamado pela luz, mas por sua mãe, ele não entrou no lago, mas como ficou com isso na cabeça, voltou ao lago e entrou na água, onde descobriu que era um dos Agentes da Luz, um dos dois anteriores era seu irmão David, que sofreu um acidente em sua missão e estava em coma no hospital, Max ficou sabendo que sua missão seria detonar o Agente Negro, que queria governar o mundo com sua maldade. Então com ajuda de sua família, de Brenda Marshal e do juiz e sua família, Max entra nessa perigosa missão.

Gostei muuito deste livro, prendeu bastante minha atenção, sua história é de fácil compreensão. Um tema que eu ainda não tinha visto ser desenvolvido anteriormente, e com categoria o autor conseguiu passar sua mensagem. Minha personagem favorita é a mãe (Lisa), por ser uma mulher forte e nunca ter perdido as esperanças, que seu filho ainda iria se recuperar do acidente. Todos os dias ela visitava ele no hospital e não saia de lá enquanto não conversasse com o médico, que todos os dias dava a mesma noticia, que seu filho estava no mesmo estado, que tinha mínima atividade cerebral.

Livro muito bom, Super Recomendo!!!

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Resenha do Livro Jardim de Inverno - Por Meise Renata

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Resenhas De Livros


Jardim de Inverno
Autora: Kristin Hannah
Editora: Novo Conceito


“Não, não é meu: é de outro esse machucado. Eu nunca o teria suportado. Então pegue o que aconteceu, esconda e mantenha enterrado. Afaste a luz...”
– Anna Akhmatova.




   Meredith e Nina Whiston são tão diferentes quanto duas irmãs podem ser. Uma ficou em casa para cuidar dos filhos e da família. A outra seguiu seus sonhos e viajou o mundo para tornar-se uma fotojornalista famosa. No entanto, com a doença de seu amado pai, as irmãs encontram-se novamente, agora ao lado de sua fria mãe, Anya, que, mesmo nesta situação, não consegue oferecer qualquer conforto às filhas. A verdade é que Anya tem um motivo muito forte para ser assim distante: uma comovente história de amor que se estende por mais de 65 anos entre a gelada Leningrado da Segunda Guerra e o não menos frio Alasca. Para cumprir uma promessa ao pai em seu leito de morte, as irmãs Whiston deverão se esforçar e fazer com que a mãe lhes conte esta extraordinária história. Meredith e Nina vão, finalmente, conhecer o passado secreto de sua mãe e descobrir uma verdade tão terrível que abalará o alicerce de sua família… E mudará tudo o que elas pensam que são. 

   Exatamente isso: a descoberta mudaria tudo o que elas pensavam que eram. Comovente. Estonteante. Emocionante. Não me recordo de ter lido outro livro que tenha tocado tão fundo minha alma; gosto de livros assim: que emocionam, contam histórias de pessoas, de seres humanos. É incrível a capacidade de sobrevivência que o ser humano tem.

   Demorei um tempo para resenhar o livro porque não sabia como fazê-la. Afinal, como transcrever um livro que contribuiu tanto para a sua mudança de pensamento e de vida? Oras, Jardim de Inverno fez isso comigo: mudou minha maneira de pensar, de acordo com o sofrimento da personagem principal, Anya (ou seja lá como for seu verdadeiro nome. Não é spoiler, eu juro!)
   Devo admitir que o começo desse livro me deixou desesperada e indignada com Anya. Que tipo de mãe não ama as filhas? Ou não gosta de ter a companhia delas? Ou só as critica? Pois são essas coisas que ela faz, desde que as meninas são pequenas. No decorrer do livro descobrimos que Anya tem um motivo – talvez o mais triste e traumático motivo – para tratar as meninas daquele jeito. A guerra. Leningrado. Stalin. Um amor. 


   “Sua mãe era uma leoa. Uma guerreira. Uma mulher que havia escolhido uma vida infernal para si mesma porque queria desistir e não sabia como.”

   De uma maneira surpreendente as irmãs conseguem fazem o que o pai as pediu no leito de morte: “Faça-a contar a história da camponesa e do príncipe”. E a mãe conta, e as meninas conhecem a conhecem; conhecem aquela que sofreu por anos, que foi rude demais com elas, que apanhou da vida... aquela que sofreu e que não esqueceu, mas continuou vivendo, apesar de tudo.
   Tudo tinha um por que. Por que a mãe sempre fizera comida para um batalhão de gente? Por que não deixava que mexessem nas suas plantas, no Jardim de Inverno? Por que começou a fazer loucuras, como cozinhar o papel de parede e guardar comida nos bolsos? Por que não enxergava cores? Por que ficava tão maluca e depressiva no inverno ou por que preferia passar horas e horas no seu Jardim de Inverno, no frio, com pouca roupa?

   Um lição de vida, um aprendizado. O livro é lindo, sem mais. Não percam a oportunidade de lê-lo.

   “E talvez assim as coisas devessem ser, a forma como a vida se desdobra quando você viveu o suficiente. Alegria e tristeza eram parte do pacote; o truque, talvez, fosse permitir-se sentir tudo, mas agarrar-se à alegria um pouquinho mais, porque nunca se sabe quando um coração forte pode desistir.”








 Meise Renata do Blog    


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Garota Interrompida - Resenha

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Garota Interrompida
Autora: Susanna Kaysen
Editora: Única 

 Bom, vou começar falando pela capa, achei muito interessante na arte da capa, mesmo que não dar para ver pela foto, mas ao fundo tem varias coisas escritas, a cor também chama bastante atenção. O titulo de cada capítulo, tem este mesmo efeito da capa de folha rasgada, outro detalhe que gostei bastante no livro.

 A história contada neste livro é baseada em fatos reais, a história da jovem Susanna Kaysen que tinha apenas 18 anos, quando tentou suicídio (na verdade ela tinha era o hábito de se cortar, mas consideraram isso como tentativa de suicídio, o que para ela não era verdade), foi então se consultar em um terapeuta, que teve uma analise nada convencional, e diz ele que descobriu nela depressão aguda, que ela estava mergulhada na fantasia, tinha ideias suicidas, entre outros. E por esse motivo a obrigou ir ao mesmo momento para um hospital psiquiátrico.

 Internada voluntariamente achando que ficaria lá por apenas algumas semanas, mas o médico avisa ao hospital que o tratamento dela deveria ser de três anos. Lá ela conhece várias jovens internas, que também são consideradas loucas, mas Susanna não sabe se realmente acredita em sua loucura. Outras das internas acreditavam que a loucura realmente aconteceu quando foi internada naquele hospital.

 O que achei mais interessante no livro são as fichas de Susanna, que são ilustradas durante o mesmo, conforme os acontecimentos. Neste livro há muitas cenas chocantes, que mostram a loucura das internas, mas em outros momentos mostram o quão lucidas elas são, e que ficaram loucas ao conviver naquele local e de utilizar das medicações que são utilizadas. O que deixou a desejar é o fato do livro enrolar um pouco a história e acaba se tornando cansativo.

 É realmente utilizada a história verídica de vida da autora, que de 1967 a 1969 ficou internada em um hospital psiquiátrico, e com suas experiências naquele local escreveu este livro.

 Este livro inspirou um filme, que foi lançado em 1999 e suas atrizes eram: Winona Ryder como Susanna Kaysen; Angelina Jolie como Lisa; Elisabeth Moss como Polly; Clea DuVall como Georgina. Este filme deu a Angelina Jolie o Oscar de melhor atriz coadjuvante.

Avaliação: 

-- 

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Acidez Literária - O Castelo de Vidro

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O Castelo de Vidro 

Autor: Jeannette Walls
Editora: Nova Fronteira 

JEANNETTE WALLS é uma escritora impecável ao narrar a sua própria infância.

Seu livro é uma verdadeira obra de arte.

Todo o sofrimento que passou com sua pequena família, é transmitido de forma espetacularmente real.

Com um pai rígido (ou se preferir, um verdadeiro ditador. Pois se fosse apenas rígido, não seria problema...) ao extremo, a pequena protagonista conhece uma parcela do Inferno.

É uma autobiografia muito bem trabalhada.

Dá a impressão de ser um ótimo romance.
Mas vai muito além disso.

Somente nas páginas finais, os detalhes pecam. E isso fica estranho. Pois certos acontecimentos acontecem do nada.

Mas, fora essa mancada, é um livro espetacular e que te faz sorrir e chorar.

Nota: 8

L. L. Santos




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Resenha do Livro Veronika Decide Morrer

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“Quando conseguiu quase tudo o que desejava na vida, chegou à conclusão de que a sua existência não tinha sentido, porque todos os dias eram iguais. E decidira morrer.”


Veronika Decide Morrer

Autor: Paulo Coelho
Páginas: 208
Editora: Planeta 
   
 Veronika é uma mulher jovem, de 24 anos, que vive e trabalha na biblioteca de um convento de freiras. Ela decide se matar no dia 11 de novembro de 1997, no quarto alugado lá mesmo, e então pega um punhado de comprimidos e resolve tomá-los um a um.

   “Era hora de ter orgulho de si mesma, saber que fora capaz, finalmente tivera coragem, estava deixando esta vida: que alegria!”
   


 Quando finalmente perdeu a consciência, acordou em Villete. Villete, o sanatório mais famoso da Eslovênia, onde todos que entravam nunca mais saiam.

   Logo descobre que não tem muito tempo de vida. Ora, mas não era exatamente isso que ela queria? A morte? Veronika queria uma morte sem dor e agora, ela morreria aos poucos, o que parecia extremamente horrível.

   Veronika conhece Zedka, uma mulher já vivida, que está em Villete por causa de sua depressão.

 Conhece muitas outras pessoas por lá, descobre um grupo chamado "A Fraternidade". São pessoas que na verdade, já receberam alta do hospício, mas preferem ficar por lá (no livro vocês entenderão o por quê delas quererem continuar por lá).

  Doutor Igor fora quem dera a noticia de que Veronika teria poucos dias de vida. Mas, no fundo, ele sabia que isso poderia não ser verdade. Ele estava testando a garota. Descobrira que no organismo humano existe o Vetríolo – ou Amargura –, que faz com que as pessoas se sintam infelizes e tudo o mais. Portanto, ele resolveu testar um medicamento que fosse eficaz contra essa tal de Amargura e, sem Veronika saber, seus dias de vida iam aumentando consideravelmente, mas ele não sabia se tudo aquilo ia dar certo.

   Veronika conhece muitos outros loucos no hospício, entre eles Eduard, um jovem esquizofrênico por quem sente atração.

   “(...) – Eu vim a este mundo para passar por tudo o que passei, tentar o suicídio, destruir meu coração, encontrar você, subir até este castelo e deixar que você gravasse meu rosto em sua alma.”

   Comprei esse livro por pura curiosidade. Nunca tinha lido um livro do Paulo Coelho e desse eu gostei. Há partes depressivas sim, mas o livro em si é bem filosófico: Paulo tenta transmitir suas concepções sobre a loucura, sobre a vida humana, sobre os caminhos que escolhemos na vida, sobre a realidade, sobre a importância da aparência no mundo atual. Afinal, os loucos são mesmo loucos? Ou seremos todos loucos por vivermos da maneira que vivemos? Por que seguimos a mesma rotina de sempre, por que há a mesmice, por que nos contentamos com o óbvio, por que não tentamos descobrir o sentido da vida?

  Loucos são aqueles que aceitam as coisas como são. Aqueles que vivem na sociedade e não opinam, apenas aceitam as coisas. 

   Aprendemos muito com o livro e descobrimos fatos sobre a vida do autor que são repugnantes. Há um pouco de Paulo em cada personagem – o vemos como Veronika, como Eduard, como Zedka... Apenas tem algumas partes que o autor nos leva para outra dimensão – se ela existe ou não, eu não sei, mas não acredito. Ele narra a parte em que uma personagem sai do seu corpo e irrompe para uma viagem astral, onde sua “alma” ficava “flutuando” por aí.

   Enfim, eu gostei do livro porque ele transmitiu ensinamentos que posso levar para a vida toda. Por mais estranho que pareça.



Esta Postagem é de Meise Renata, que escreve para o Blog: 



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O Lado Bom da Vida - Por Diego Lanza

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O Lado Bom da Vida
(The Silver Linings Playbook)

 Autor: Quick, Matthew;
 Editora: Intrinseca
Categoria: Literatura Estrangeira / Romance
Edição : 1 / 2013
Idioma : Português
Número de Paginas : 256
Tradutor : Alexandre Raposo

Quick Matthew tem um estilo muito intimista. Ele descreve sem firulas os sentimentos de seus personagens, e consegue soar sincero e emocionante. Diferente do filme, a história e o destaque vão todos para Pat Peoples. E seu histórico de internação e sua patologia psíquica tem muito mais impacto em sua jornada de superação. E Embora Tiffany seja apenas uma coadjuvante – cuja presença é bem construída apesar de não aparecer tanto, sua personalidade é muito mais problemática aqui. E todo o suspense sobre o passado e os atos de ambos é bem construída e revelada aos poucos, coisa que não existe no filme. Eu ouso dizer que a adaptação cinematográfica usou os mesmos personagens numa história semelhante à original, mas ainda sim uma outra história. No livro tudo é mais interessante, e as ações e escolhas dos personagens ganham mais peso. 

O concurso de dança não se transforma no clímax do livro, e há ainda muito história depois disso. Aliás, todo o final, até antes do concurso, é completamente diferente do filme, na maneira como decorre. 
E eis o trunfo do livro – tudo funciona muito bem. Do trailer à lá Rock para ilustrar os árduos ensaios, ao final sincero e tocante – e ligeiramente em aberto. É emocionante. 

A mãe de Pat – aliás, toda sua família – ganham ainda mais destaques e são bem trabalhados dentro de  seus conflitos próprios. E todas as referencias de literatura que o autor usa quando seu personagem lê os livros clássicos é muito bem empregada e casa perfeitamente com o desenvolvimento humano de Pat, além de trazer reflexões importantes – como as que envolvem a historia de Sylvia Plath no autobiográfico a redoma de vidro, numa mensagem tocante. 

O livro ajuda a contextualizar a realidade de egressos de instituições psiquiátricas e sua restituição à sociedade, ainda que este não seja o plot principal da história, tangeia toda a trajetória de seus personagens. 

Leia o lado bom da vida! É impossível não torcer pela ingenuidade de Pat, e não se apaixonar pela completamente porra louca da Tiffany. São aquele tipo de personagens que dá saudades de ter ao lado! 


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Renato Russo de A a Z - Acidez Literária Por C.L. Santos

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Faroeste Caboclo, Eduardo e Mônica, Meninos e Meninas, Pais e Filhos, Será, Que País é Esse?, entre uma quantidade inesquecível de grandes músicas que se tornaram clássicos na voz desta lenda...

RENATO RUSSO DE A a Z é uma compilação com centenas de citações, fragmentos de entrevistas e anotações do líder da LEGIÃO URBANA. Talvez a maior banda brasileira de todos os tempos.

Os pensamentos de um poeta que tinha a intenção de ser simples, direto e sincero a quem quisesse.
Fosse para a crítica ou ao público.



O livro é dividido em verbetes e assim, é interessante conhecer o que Renato pensava e dizia a respeito dos mesmos. 

A maioria de seus comentários são sobre drogas, homossexualismo e claro, rock in roll.

É uma coletânea que rapidamente é digerida não apenas por quem é fã, mas para quem curte uma boa "biografia".
E sem contar, claro que se trata de um livro que te faz pensar. Rever seus conceitos de cidadão.

Percebe-se que Renato Russo era uma pessoa que estava a frente de seu tempo. Não apenas como profissional, mas como ser humano que tinha a ambição de poder fazer algo melhor para si e os outros.

Ele foi mudando ao longo dos anos.
Porém, nunca deixou de ser ele mesmo.

Um livro fascinante que deve ser deixado ao lado de obras de grandes pensadores.
Raros são os homens que podem ser comparados a este imortal da música brasileira.

Nota: 10 




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O Diário de Suzana para Nicolas - Resenha

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"Você percebe que o trabalho é uma bola de borracha, ou seja, se você a deixar cair, ela voltará. E então se dá conta de que todas as outras – família, integridade, amigos e saúde –, são feitas de vidro. Se você deixar cair, elas quebram, ou arranham, ou ficam lascadas"

O Diário de Suzana para Nicolas” sem dúvidas é um dos livros mais tocantes que já li nos últimos dias. É uma história de vida, linda por sinal; é emocionante demais e realmente bastante reflexiva.

   Suzana Bedford é uma médica de 35 anos que após ter um ataque cardíaco decide se mudar para a Ilha de Martha’s Vineyard para cuidar melhor de sua saúde.

   “... Saí de Boston. Deixei para trás todos os compromissos que estavam me matando. E me mudei para o único lugar do mundo em que sempre fui feliz, fui para lá a fim de curar meu coração. 

   Eu vinha dando voltas e mais voltas sem chegar a lugar algum, vivia no limite. Alguma coisa em minha vida acabaria não aguentando essa rotina. Infelizmente, foi meu coração.”

   Naquela Ilha ela passou momentos maravilhosos com seus avós durante os verões na sua infância, por isso decidira morar lá. Reencontrou Matt Wolfe, o seu primeiro namorado; contratou um “faz tudo” e principalmente pintor para consertar sua casa – que, coincidentemente chamava-se Matt. Mattew Harrison. E é a partir dele que o livro começa a fazer sentido.

   Quando começamos a ler o livro, nos deparamos com a história de Kate – ex namorada de Matt. Ele terminou com ela e deixou um diário intitulado “O Diário de Suzana para Nicolas” e embora Kate não entendesse o por quê do rompimento, decide ler o diário. 

   O autor relata a vida de Suzana, que decidiu escrever um diário para seu filho Nicolas logo que ele nasceu, mas lá ela conta a história da sua vida a partir do dia que teve o ataque cardíaco em Boston. Os capítulos são curtinhos e são extremamente tocantes. 

   Matt Harrison é o homem por quem Suzana se apaixona. O homem por quem Katie se apaixonaria; o homem que fazia poemas, tal como o título de seu livro, Canções de um pintor de Casas, que ela mesma ajudara a lançar. O homem que foi machucado pela vida desde seus 8 anos.

   Suzana e Matt tem momentos maravilhosos juntos, e tem Nicolas, o menininho perfeito. São lindas as passagens que Suzana escreve para Nicolas. Mas o coração de Suzana ainda está frágil, ela não sabe o que vai acontecer. No diário ela escreve coisas sobre Nicolas e para ele, descreve seus sentimentos, angústias.
   “Vamos fazer um acordo, está bem, menininho? Todas as vezes que eu fizer você sorrir, teremos mais um ano juntos. Um ano inteiro para cada sorriso. Isso se chama pensamento mágico, Nicky. Só pelo que você sorriu no passeio de hoje, já teremos pelo menos uma dúzia a mais de anos juntos.”

   O que aprendi com o livro? Seria injusto da minha parte dizer que não aprendi nada. Muito pelo contrário, acredito que foi o livro que eu mais tirei lições práticas para a minha vida. É uma história muito triste e eu adorei Suzana, a maneira como ela escreve para Nicolas; acabei meio enciumada em relação à Katie e não gostei tanto dela. Mas o que Matt deixou para ela foi simplesmente lindo, como se fosse um pequeno guia para a vida dela e, consequentemente, para a nossa também. 

   No livro o autor escreve a Lição das cinco bolas, que é mais ou menos assim: existem cinco bolas, são elas trabalho, família, saúde, amigos e integridade. Você está fazendo malabarismo com elas e as mantém todas no ar. Aí, você percebe que o trabalho é uma bola de borracha, ou seja, se você a deixar cair, ela voltará. E então se dá conta de que todas as outras – família, integridade, amigos e saúde –, são feitas de vidro. Se você deixar cair, elas quebram, ou arranham, ou ficam lascadas. 

   “Matt era uma bola de vidro. Ele estava arranhado, marcado, trincado, mas talvez não estivesse estilhaçado. Ou talvez estivesse. “

   Deu para perceber o quanto eu amei esse livro, não é mesmo? Se você tiver alguma duvida quanto ler ou não esse livro, por favor, não perca a oportunidade de lê-lo. É incrível, realmente uma lição de vida. 




Meise Renata escreve para o Blog VICIADAS EM LIVROS

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Resenha do Livro “A Culpa é das Estrelas” – John Green

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 Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Número de Paginas : 288
Tradutor : Renata Pettengill




Por Diego Lanza








Este foi o primeiro livro de John Green que li. (Na verdade eu tenho um outro, chamado Will e Will, que ele escreveu em coautoria) Fiquei com alguns preconceitos em lê-lo, achando que seria muito infanto-juvenil. Que nada! Desde o momento que li a primeira frase não quis largar o livro, a história e seus personagens me conquistaram de tal modo que o li em 2 dias. E chorei baldes. O livro pega um tema pesadíssimo – o câncer terminal, e através de um elenco de personagens memoráveis, nos apresenta reflexões filosóficas sobre a vida, e um belo e tocante romance juvenil. 

 Na mesma vibe de “As vantagens de ser invisível” (de Stephen Chbosky), o livro tem momentos deliciosos. O câncer e a morte são tratados de maneira mordaz, sem nenhuma pieguice. Com muita sensibilidade, a forma como os jovens personagens – Hazel, Augustus, Isaac, entre outros – vivenciam o limite da vida em meio a uma doença muito debilitadora é apresentada ao leitor de maneira agridoce. Sem nunca negarem ou esquecerem suas condições, os personagens discutem muitas vezes qual o limite de suas personalidades. Ter ou Ser câncer? Uma vez doente terminal, sua vida passa a ser o câncer, sua identidade passa a ser a de doente profissional? Tal questão é angustiante, mas importante. A autonomia e a saúde andam lado a lado, e uma patologia – seja física ou mental – cria uma vivencia nas famílias que obriga os membros a orbitarem em volta da questão, almoçando e jantando ela, por exemplo. É tocante a forma como Hazel se preocupa com a vida dos pais, uma vez que tem a impressão que eles vivem por ela, em função de sua doença. 

 O romance entre Hazel – a protagonista – e Augustus é delicadamente conduzida. Os medos, as dores e a intensidade de um amor juvenil é descrita, com todos os seus clichês, mas temperadas de um molho especial. Os sentimentos reverberam no leitor, e certamente quem segura o livro vai sentir saudades imensas de acompanhar a vida daquelas pessoas. 

 Isso sem contar as geniais tiradas de Green e a historia de um livro dentro do livro, como a relação que Hazel e Augustos criam com o romance fictício Uma Aflição Imperial,  Escrito por Peter Van Houten (escritor fictício), que é um romance que trata da temática do câncer. 

 Preparem a caixa de lenço, e acreditem no que Marcus Zusak diz na capa de “A culpa é das estrelas”. Você vai realmente rir, chorar e pedir bis! 

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RESENHA DO LIVRO TWO BOYS KISSING ( DOIS MENINOS QUE BEIJAM )

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 Os dois garotos se beijando são Craig e Harry. Eles estão esperando para definir o recorde mundial para o beijo mais longo. Eles não são um casal.
Peter e Neil são um casal. Seus beijos são diferentes.
Avery e Ryan apenas se encontraram e estão tentando descobrir o que acontece em seguida. Ambos temem que algo vai venha dar errado.
Cooper está sozinho.
Esses meninos, junto com seus amigos e familiares, formam um tapete vermelho que vai revelar o amor de todos os tipos: aberto e ansioso, hesitante e cauteloso, triste e assustado.

Resenha:

Two Boys Kissing ( Dois Meninos Que Beijam em Tradução Livre)  por David Levithan leva as histórias de todos esses meninos e gira elas em uma rede de interconexão que vai deixar você emocionalmente esgotado e absolutamente encantado por ter lido algo tão bonito e original.

Este romance em particular é narrado de uma forma muito diferente de qualquer outro livro que já li. As vozes contando as histórias de Peter, Neil, Avery, Ryan, Harry, Craig, e Cooper são de uma geração diferente que as descritas pelos personagens. Eles são os homens que passaram longe da epidemia de AIDS nos anos 1980 e 90, e foram assistir a relação de uma geração mais jovem, na esperança de vê-los crescer e fazer as melhores decisões na vida.

Os nossos narradores dão-nos uma visão não só para a vida desses personagens, mas a vida que eles levaram e as decisões que fizeram. Eles inspiram-nos e educar-nos sobre seus estilos de vida e as mudanças que a sociedade tem passado.
O que é surpreendente sobre o tipo de narração e que Levithan usa é os inúmeros pontos de vista que recebemos por causa disso.

Estes homens amaram, foram amados, e  se perderam completamente no amor, pois eles já morreram sozinhos. Eles são toda uma geração, eles nos dão uma melhor visão sobre esses personagens que qualquer outro narrador poderia ter feito possível por conta própria.

Começamos o romance com Neil e Peter, um par de meninos de 15 anos de idade que já namoram há um ano. Sua jornada neste romance não é tanto sobre como compreender a si  mesmo como é para os outros personagens, mas entender o que eles têm e para onde está indo. Observamos como Neil descobre exatamente o que estar no meio de amor, que a descoberta de testemunhamos  de sua relação com Peter passar pelas mesmas colinas e vales que muitos de nós passarão.

Em seguida, somos apresentados a Tariq Johnson, um personagem que passou uma noite particularmente difícil e parte ( com uma pequena inspiração que tira do casal Harry e Craig)  na tentativa de quebrar o recorde de beijos.

Cooper Riggs é o mais ferrado. Depois de uma briga com seus pais, ele passa o romance longe de tudo, tentando encontrar uma conexão humana em pessoas, mas de todas as formas erradas. Ele passa gastando seu tempo flertando com homens em aplicativos e sites, como ele está descobrindo a si mesmo e descobrir onde ele está indo, estamos torcendo por ele o tempo todo para para que ele descubra o seu lugar no mundo.

Nós nos encontramos Ryan e Avery em um baile gay em uma pequena cidade, que é onde eles se encontram pela primeira vez. Sua história em particular é aquele que não se trata apenas de conhecer alguém novo, mas também sobre ter orgulho de quem você é.

Avery nasceu uma menina e sabe desde a infância que nasceu no corpo errado, e ele tem a sorte de ter pais que o apoiaram e o ajudaram a se sentir mais confortável.

Finalmente, somos apresentados a Harry e Craig. Foi idéia de Craig de tentar e quebrar o recorde de beijo mais longo do mundo de 32 horas, 12 minutos e 10 segundos, e Harry diz que sim. Enquanto Craig ainda está apaixonado por Harry e Harry não está apaixonado por Craig. Mas Craig e Harry querem enviar uma mensagem de apoio e igualdade para os seus amigos e estranhos ao redor do mundo, a ideia é entrar em uma transmissão ao vivo dos canais de notícias para falarem sobre o beijo.

Cada personagem em Two Boys Kissing  tem uma luta interna que nos encontramos em cada ser humano, e até o final do mesmo percebemos que estávamos emocionalmente ligados a cada um.
Embora existam alguns momentos em que os narradores parecem excessivamente moralista, sua mensagem de aceitação, amor, e viver a vida é inspiradora.

Se você faz parte da comunidade LGBT ou não, Two Boys Kissing lhe dará informações valiosas sobre as lutas que passaram gerações e uma nova apreciação não apenas para os pontos fortes que eles mostram hoje, mas também as experiências e conhecimentos que a geração mais velha tem nos dado.

Dois Meninos Que Beijam estará disponível para compra nos Estados Unidos esta terça-feira 27 de agosto através de varejistas como a Amazon.

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Resenha do livro Entre o Agora e o Nunca de J.A. Redmerski

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Olá meus lindos e minhas lindas! Como foi a semana de vocês? A minha foi muito agradável tive um podcast com meus amores do Blog Vida offline... beijos Evani, Wallace e Gabriel... amei amei...

Li um novo "New Adult" ou melhor "O" New Adult com direitos a suspiros , gemidos e lágrimas. Isso mesmo! Nossa resenha de hoje é sobre o livro Entre o Agora e o Nunca da autora J.A. Redmerski que foi impresso pela editora Suma de Letras e teve lançamento este ano!

Sinopse:

Camryn Bennett é uma jovem de 20 anos que desistiu do amor desde que Ian, seu namorado, morreu num acidente de carro há um ano. Sua melhor amiga, Natalie, é a única capaz de animá-la. Mas a relação entre as duas fica abalada quando o namorado de Nat revela à Camryn que está apaixonado por ela. Perdida, sem saber o que fazer, Camryn vai para rodoviária e pega o primeiro ônibus interestadual, sem se importar com o destino. Com uma carteira, um celular e uma pequena bolsa com alguns itens indispensáveis, Camryn embarca para Idaho. Mas o que ela não esperava era conhecer Andrew Parrish, um jovem sedutor e misterioso, a caminho para visitar o pai, que está morrendo de câncer. Andrew se aproxima da companheira de viagem, primeiro para protegê-la, mas logo uma conexão irresistível se forma entre os dois.

Resenha:

Gente... fiquei chocada coma  estória, chorei tsunamis, há tempos não chorava tanto lendo um livro, o que a autora fez nas últimas páginas foi de ficar com o coração apertado e a garganta fechada. Me apaixonei por Andrew Parrish e você que ainda não leu com toda certeza, sem sombras de duvidas também vai se apaixonar a primeira vista.

Começamos a estória com Camryn Benett, 20 anos, tentando encontrar um novo rumo para sua vida depois de perder o namorado Ian em um acidente de carro e seu pai ter abandonado a família, sem mencionar o fato do irmão estar preso e a mãe que vive ausente.Então quando ela resolve ir morar com sua melhor amiga Natalie, e quando tudo parece estar se ajeitando a vida vem e lhe da uma rasteira. Como se já não houvesse dramas suficientes na vida de Cam o namorado de Natalie começa a demonstrar fortes sentimentos por ela.

Sozinha e sem perspectiva de algum futuro certo e feliz, ela decide pegar o primeiro ônibus que lhe vem em mente. Seu destino Idaho.Longe do drama ela conhece nosso novo galã! (rufem os tambores)Lhes apresento Andrew Parrish, gato, quente, lindo, gostoso, irritante e ao mesmo tempo a criatura mais amável descrita. Ao longo da viajem ele a ajuda em vários momentos. Assim começa nossa aventura de dois jovens que buscam encontrar a felicidade longe das regras ditadas pela sociedade. 

Algo que começa com uma simples amizade e evolui para algo completamente complicado e inesperado. O que será que o destino preparou para nosso casal?
Tenho que agradecer profundamente a autora que com uma narrativa emocionante, delicada e envolvente conseguiu escrever um maravilhoso e apaixonante livro. Entre o Agora e o Nunca não é só um New Adult, mas uma estória sobre duas pessoas em busca de curar suas feridas do passado, sentimentos não correspondidos, amores interrompidos, desejos obstruídos e que ao mesmo tempo lutam contra a irresistível conexão que surge entre eles.

Os capítulos são alternados pelos dois personagens e prende o leitor, mostrando que eles não são tão diferentes de nós. Quem nunca questionou determinada decisão ou desejou voltar ao passado e poder fazer as coisas diferentes?
A realidade é palpável  durante toda a leitura, fazendo o livro ser inesquecível. Cam e Andrew se tornam amigos e me fizeram refletir em vários pontos do livro.
Por que  as pessoas seguem uma rotina todo dia?

Afinal temos só uma vida, lugares a conhecer, perfumes , texturas e gostos. Veremos que a felicidade está em coisas simples, como andar descalço sobre a grama, abraçar quem você ama, escutar uma estória de dormir, olhar para a lua, ver o passar das estações em câmera lenta.
Será correto afirmar que vivemos para trabalhar e pagar nossas contas, ficando presos no mesmo lugar várias horas ao longo do dia? Sem tempo de correr o risco de viver, de ser feliz? De ver o pôr do sol, de andar de mãos dadas, de dizer todos os dias para as pessoas que  você ama o quanto são especiais e importantes pra você!

Recomendo Entre o Agora e o Nunca para todos que já são fãs de New Adult. As cenas são hot hot ( aiaiai ) se abanem, vocês precisarão de um ducha fria depois de ler!

Avisando que teremos continuação do livro, com previsão de lançamento para novembro "The Edge of Always" segue a estória sexy e envolvente de Cam e Andrew.

Entre o Agora e o Nunca está entre os 10 melhores livros que li este ano e não preciso dizer que estou contando os dias para ler o segundo né!

Porque ler por prazer tem um significado inteiramente novo!

Até a próxima aventura erótica delícias.



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RESENHA DO LIVRO “O MILAGRE”, DE NICHOLAS SPARKS

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Título: O Milagre
Autor: Nicholas Sparks
Ano de lançamento: 2010
Número de páginas: 326
Editora: Agir

   Jeremy é um jornalista que trabalha como freelancer - o que o faz viajar pelo mundo à procura de lendas urbanas. Ele vive em Nova Iorque desde que nasceu e ama aquele lugar. Porém, tudo começa a mudar quando recebe uma carta de uma senhora chamada Doris McClellan, que diz ter poderes médiuns e que o escreve para convidá-lo a ir até o cemitério de Cedar Creek para investigar a lenda das luzes que aparecem lá durante a noite.

   A cidade de Boone Creek é pacata e tranquila - por vezes me fez lembrar da minha, mas pelos detalhes que Nicholas escreveu ela pareceu-me bem menor do que a minha. É lá que está Lexie: uma mulher que já sofreu muito por amor na vida e, se não me engano, tem na faixa de 30 anos.

   Doris diz que é médium e um dos seus maiores "poderes" é descobrir o sexo do bebê; é engraçado as vezes que o autor repete isso - inúmeras vezes nas falas dos personagens, o que me fez pensar certas coisas que, enfim, não vou falar haha.

   Lexie é a bibliotecária da cidade e creio que a biblioteca deveria ser linda e gigante, pela maneira como o autor a descreveu, detalhadamente. Os dois encontram-se pela primeira vez no cemitério, e a fala dela é um tanto quanto esquisita. É fato que Jeremy é a atração da cidade porque, convenhamos, numa cidade pequena, quem é que não conhece todo mundo e quem é que não ficaria curioso com um jornalista que até aparece na televisão?

   O engraçado é que Jeremy fica pouquíssimo tempo em Boone Creek, mas tempo suficiente para descobrir que não quer sair de lá - tudo bem que ele não percebe isso de imediato e às vezes dá vontade de dar uns tapas nele porque ele não percebe coisas bem óbvias para um cara que até foi casado e tem 37 anos, mas tudo bem, no final tudo dá certo, como sempre, não é?

   Jeremy e Lexie se envolvem, mas não imediatamente. Lexie sabe que ele vai voltar para Nova Iorque em poucos dias e por isso não quer ter um romance com ele; mas parece inevitável.

   Não é um livro cansativo, muito pelo contrário, é rápido e de fácil compreensão. A história é narrada pelo próprio autor, embora tenha inicialmente narrado o cotidiano e a vida medíocre de Jeremy, passa a narrar a história de ambos. É um tanto maçante nos dois primeiros capítulos. 

   Nicholas é um ótimo autor e eu costumava tirar conclusões precipitadas dele, dizendo que ele é clichê e tudo o mais. Claro que o livro tem partes bem clichês, mas podem confessar, vocês adoram esses clichês, não é? Eu adoro a maneira como Nicholas consegue descrever e criar o personagem masculino perfeito (embora temos que admitir que esses personagens são totalmente fictícios – pelo menos não conheço um na vida real haha).

   Adorei esse livro, é lindo, embora muitos tenham me falado que não é um dos melhores livros dele. Confesso que esse é o terceiro livro do Nicholas que li, talvez por falta de interesse não tenha lido outros. Embora o foco tenha sido o mistério das luzes do cemitério de Cedar Creek, o autor cria uma atmosfera dentro do mistério, narrando o envolvimento de Jeremy e Lexie, mas não deixa de ter o desfecho sobre o caso das luzes, claro.

   É um livro de romance que te deixa extasiada e doida para terminar o mais depressa possível, ele te prende, sabe?

   Enfim, eu indico esse livro e adoraria que ele tivesse uma continuação, porque o final terminou meio vago, mas descobrimos o por que de o nome do livro ser “O Milagre”. É um milagre mesmo, viu?


Apresentação

   Atendendo ao pedido do escritor nacional e amigo, Edilson (o conheço há três semanas praticamente, via facebook), estou aqui para dar dicas de livros, e também contribuir com esse lindo projeto que é a Cabana do Leitor. Como blogueira sei das dificuldades que temos que lidar (seja por falta de tempo ou por imprevistos); pensando nisso, resolvi aceitar a proposta do Edilson e postarei mensalmente resenhas de livros. Postarei pelo menos duas vezes por mês.

   Meu nome é Meise Renata, sou catarinense e tenho 16 anos. Sou leitora assídua e adoro filmes. Tenho um blog literário com uma amiga e ele conta com a participação de cinco colaboradores. Passe por lá! 

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Percy Jackson e o Ladrão de Raios Resenha

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O Ladrão de Raios


Primeiro volume da saga Percy Jackson e os olimpianos, O ladrão de raios esteve entre os primeiros lugares na lista das séries mais vendidas do The New York Times. O autor conjuga lendas da mitologia grega com aventuras no século XXI. Nelas, os deuses do Olimpo continuam vivos, ainda se apaixonam por mortais e geram filhos metade deuses, metade humanos, como os heróis da Grécia antiga. Marcados pelo destino, eles dificilmente passam da adolescência. Poucos conseguem descobrir sua identidade.


O garoto-problema Percy Jackson é um deles. Tem experiências estranhas em que deuses e monstros mitológicos parecem saltar das páginas dos livros direto para a sua vida. Pior que isso: algumas dessas criaturas estão bastante irritadas. Um artefato precioso foi roubado do Monte Olimpo e Percy é o principal suspeito. Para restaurar a paz, ele e seus amigos - jovens heróis modernos - terão de fazer mais do que capturar o verdadeiro ladrão: precisam elucidar uma traição mais ameaçadora que a fúria dos deuses.

Resenha: 


Sempre ouvi falar muito bem deste livro e deste autor, então resolvi ler. Adorei a forma de abordagem do Rick Riordan em relação à mitologia grega. Achei muito interessante sua forma de retratar os Deuses, com um lado humanizado em que poderiam tomar a forma humana, vir para a Terra e se relacionar com humanos tendo filhos chamados de semideuses. 

 Percy Jackson é um garoto de 12 anos, que tem uma vida "normal" sem saber quem realmente era seu pai, pois ele não havia o conhecido. Em uma excursão ao museu sobre mitologia grega ele sofre um atentado por uma "fúria" (ser da mitologia grega) disfarçada de professora que tenta o matar, alegando que ele tinha roubado o raio mestre de Zeus.

 A partir daí que Percy e seu amigo/protetor Grover, que é um sátiro (metade homem metade bode) vão junto com a mãe de Percy para o Acampamento Meio Sangue, um acampamento de treinamento para semideuses, e é lá que Percy descobre que é filho de um Deus da mitologia grega, Poseidon, o Deus dos mares, sua mãe é pega por um minotauro, e levada para Hades (o Deus que governa o mundo dos mortos), mas para seu filho ela estava morta.

 No acampamento Percy conhece Anabeth, uma semideusa, filha de Atena, que é uma ótima lutadora. Ele descobre que sua mãe está com Hades e não morta, se junta a Grover e Anabeth em uma grande aventura até o submundo para resgatar sua mãe e provar para Zeus que ele não tinha roubado o raio.

 Ao longo do livro me deparei com alguns seres da mitologia, mas a parte que mais achei interessante foi o encontro deles com a Medusa, uma mulher com serpentes na cabeça, e que tinha o poder de transformar em pedra quem olhasse diretamente nos seus olhos, medusa era uma mulher normal, até ser transformada em monstro pela Deusa Atena. No livro aparecem outras partes da mitologia grega, como a Hidra, a serpente de três cabeças que soltava fogo e a lenda da flor de lótus que era alucinógena e era usada para aprisionar pessoas. 

 Gostei muito do livro, tem uma capa interessante e que é coerente ao tema, aborda os fatos de forma rápida, mas ao mesmo tempo muito bem explicado e prende o leitor, que anseia cada vez por mais!




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