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Thor: The Dark World Supera o Seu Primeiro Filme e Faz Jus ao Nome

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   Sexta- feira passada (1º de novembro), a espera dos fãs do nosso aclamado Deus do Raio terminou. O novo filme da Marvel mostra o outro lado, obviamente um lado mais sombrio dos personagens, da história de Asgard e um perigo que o próprio rei Odin não possui forças para controlar.  Certamente os fãs da saga não irão se decepcionar com o resultado do diretor Alan Taylor (Game of Thrones, Família Soprano) e do roteirista Christopher Markus ( Capitão América: O primeiro Vingador, As Crônicas de Nárnia).

   O filme já começa apresentando os inimigos chamados Dark Elfs, em sua imponência e arrogância em querer transformar o Universo em trevas através de uma das 6 gemas infinitas, o chamado Éther. O rei Odin (Anthony Hopkins) nos conta sobre a história de seu avô que levou o exército asgardiano contra os Dark Elfs, e venceu a batalha, restaurando o equilíbrio entre os Nove Reinos. O exército do mal é liderado por Malekith (Christopher Eccleston) que escolheu um momento exato para a batalha, a chamada convergência entre os planetas , onde estes se alinham, criando espécies  de “portais” escondidos nos mundos.  O avô de Odin ganha a guerra, rouba o Éther e põe Malekith para dormir durante décadas.

   Voltamos ao presente, após os acontecimentos de Avengers, Thor (Christopher Hemsworth) e seus amigos terminam de restaurar a paz entre os Nove Reinos e retorna à Asgard. O nosso herói está visivelmente mudado, mas humilde e notorialmente mais sério. Destaque para a mudança e o desenvolvimento das personagens ao longo da saga, que é bastante representativo neste filme. Odin, em uma conversa com Thor, declara que pretende que o filho assuma seu lugar como Rei e pense em se casar com uma moça típica asgardiana (fica claro o interesse dele de juntar o filho com a companheira de guerra Sif). Thor por sua vez, recusa e explica que seu amor se encontra na figura da mocinha humana e frágil Jane Foster (Natalie Portman) e diz que continuará defendendo Asgard, mas sem ser o rei e que seu irmão, Loki( Tom Hiddleston), se não fosse um traidor, por ter maiores conhecimentos políticos, poderia assumir o trono. Enquanto isso na Terra, Jane Foster em sua busca frenética pelo amado herói, acha um desses portais, na cidade de Londres, onde ela é levada exatamente para o local onde o Éther está escondido. A substância se apodera do corpo de Jane e imediatamente Malekith acorda de seu sono profundo (Sleepy Beauty feelings) e parte direto para Asgard com o seu batalhão de naves invisíveis (WTF?), em busca de sua preciosa substância, pois Thor preocupado leva Jane a sua terra natal. Após a invasão, Frigga a mãe de Thor e Loki morre ao defender a mocinha e Odin, cego pelo sofrimento e o ódio pela perda de sua amada decide sacrificar seu exército para defender a cidade. Thor bola um plano a fim de evitar tal sacrifício e destruir o Éther, que no momento se encontra alojado no corpo de Jane e está consumindo todas as suas forças vitais, mas o pai não concorda. E assim a verdadeira trama da história se inicia, pois Thor é obrigado a trair as ordens do pai e busca ajuda em quem menos confia, seu irmão Loki que está preso por sua traição.

   O que motiva Loki à ajudar seu irmão é a grande perda de Frigga, sua mãe. Ela era a única pessoa que ele se importava e agora ele deseja vingança. Mas será que Thor pode realmente confiar nele? É nesse momento que Hiddleston rouba a cena e movimenta o filme entorno de suas ironias e seu humor que se encontra extremamente ácido depois do exílio.  Depois que Thor liberta o irmão, só dá Loki. O ator conseguiu com que seu personagem se tornasse o mais carismático e em suas palavras, ele descreve melhor do que ninguém o que se passa com seu personagem:"O que acontece agora? O que ele irá fazer? Qual o nível de remorso ele tem? Isto é, se ele tem remorso de algo o se sente culpado?Na frente de quem ele se sente culpado,e de quem ele ri?Qual é a sua motivação?Se ele está para ganhar, qual seria o prêmio? Como um personagem, ele possui toda essa motivação, mas como ator estou imerso nesta questão em interpretar o herói ou vilão.”. De fato o cara dá um show de interpretação, mas a questão é se ele finalmente se tornou um homem bom ou se ele está só manipulando a todos e o filme satisfaz o espectador, enchendo-o com perguntas e reviravoltas. Porém, para um espectador mais apurado, essas grandes surpresas já são esperadas e este facilmente pode deduzir o que acontece.

  O roteiro realmente parece bem simples, com muitas cenas de pequenos flashes de humor, extremamente básicos, porém um tanto engraçados. Apesar que, em certos momentos, as piadas passam um pouco dos limites e até mesmo em cenas de extrema tensão, elas cortam completamente o clima. A respeito dos efeitos especiais, a maquiagem dos Dark Elfs não é tão surpreendente, mas não deixa a desejar, e o mais interessante é a língua, diferente de todos os personagens, que estes usam para se comunicarem. O roteirista fez questão que os elfos possuíssem uma língua própria e isso torna muito maior a caracterização e a veracidade desta raça banida. Temos até um momento com a atriz Natalie Portman, o qual o Éther responde ao chamado de Malekith e de repente a iluminação fica vermelha e os olhos da atriz trocam de cor, bem Cisne Negro style.

  Ao todo, o filme é bem ambientado, o desenvolvimento dos personagens é o mais marcante  e realmente, o perigo dos Dark Elfs parece bem real e causa uma certa aflição no espectador. Mas como todo filme de heróis de quadrinhos, já sabemos que o mocinho vence, a paz reina, e o amor protege o casal um tanto clichê de Jane Foster e Thor. A cena final também pode trazer uma supresa boa ou ruim, dependendo do ponto de vista e um mistério que fica em aberto para um novo filme. Como de praxe, Stan Lee também faz sua aparição neste filme em uma cena em um asilo para idosos. Surpresas se encontram também, dando uma introdução para um Avengers 2 ou 3, na cena após os créditos.  Concluindo, na minha opinião o filme recebe nota 8, pois o filme excede as expectativas e satisfaz um público até mais exigente e aguardaremos o próximos lançamentos da Marvel.

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Gravidade se Revela Um Dos Melhores Filmes do Ano.

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Muito tem se ouvido falar sobre o filme da Gravidade antes de seu lançamento. O filme tem um visual impressionante, juntamente com o seu sentido, por vezes claustrofóbico, são algumas das principais observações encontradas nos primeiros comentários.


Quanto mais eu penso sobre o filme e do impacto emocional que ele causa, mais eu sinto que é realmente um dos melhores e mais mentalmente exaustivos filmes do ano.

Gravidade foi idealizado por Alfonso Cuaron, cujos filmes incluem Filhos da Esperança e Harry Potter e o Prisoneiro de Azkaban. Faz sete longos anos desde o seu último filme e ele passou a maior parte desse tempo pesquisando e colocando os pedaços juntos para este passeio detalhado em emoção.

A história é muito simples. Um astronauta (George Clooney) e uma engenheira (Sandra Bullock) estão em uma missão para fazer melhorias para um telescópio flutuando no espaço profundo. Enquanto terminava a sua atribuição, grandes pedaços de detritos vão em sua direção, destruindo sua nave e deixá-los presos no espaço. O filme deixa bem claro que a vida no espaço é impossível,  a gravidade se torna um filme de tique-taque, eles precisam encontrar um meio de voltar para Terra antes que seja tarde demais.

Temos visto muitos filmes que colocam personagens centrais em situações de vida ou morte com ameaças tangíveis. gravidade leva essa ideia familiar, fazendo o espaço exterior de vilão. Cuaron faz isso habilmente de duas maneiras distintas. Primeiro, ele introduz o desconhecido do espaço exterior com um tiro de abertura de 15 minutos que começa largo com uma especificação na tela e lentamente empurra para revelar os nossos personagens principais. A partir daí, a câmera se move entre Bullock e Clooney, e mostra também a beleza do espaço profundo. Vendo a gravidade na maior tela possível, sem dúvida, ajudar a melhorar este efeito.

Em segundo lugar, e mais importante, Gravidade é o filme de Sandra Bullock. Ela é o nosso guia através desta aventura espacial e inexperiência de sua personagem e do medo constante da morte faz ela ser objeto de admiração. O filme reúne uma grande quantidade de energia e emoção em seu curto período de tempo, o perigo continua aumentando, uma vez que começa. Neste caso, como na maioria dos momentos mais escuros do filme chegam, os personagens estão apenas cercados pelo espaço escuro e profundo. O medo do desconhecido é sempre mais aterrorizante e, neste caso, até mais.

Uma última coisa, muito tem de falado sobre o uso do 3D neste filme. Eu não sou um fã de 3D ​​em geral, mas esta é uma das poucas vezes em que eu podia me sentir imerso na tecnologia. Eu recomendo que você veja gravidade na maior tela IMAX possível.

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Percy Jackson + A Invocação do Mal - Por Diego Lanza

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   Percy Jackson e o Mar de Monstros                                            (Percy Jackson: Sea of Monsters )
   - EUA , 2013 - 106 min.


Direção:  Thor Freudenthal

Roteiro:  Marc Guggenheim

Elenco:  Logan Lerman, Alexandra Daddario, Brandon T. Jackson, Leven Rambin,Douglas Sm

 Não li os livros de Rick Riordan (embora tenha os comprado na língua original), mas assisti o primeiro filme e até curti. Li a história em quadrinhos baseada no primeiro livro – que é bem diferente do filme, mas ainda sim achei a primeira película divertida. Os atores são inexpressivos, mas o filme divertia. Mas se no primeiro filme já tínhamos uma pasteurização da mitologia grega, aqui, isso fica ainda maior. As referências são reutilizadas de forma plástica e se encaixam no roteiro de acordo com a necessidade da história, não tem tanta importância em si como ícones. 

   A trama acompanha o jovem Percy Jackson já estabelecido no acampamento Meio-sangue. Contudo, ele não tem grandes destaques, mas já coleciona alguns rivais. Quando um Touro de Colquida consegue romper a proteção mágica do acampamento, Percy e os amigos partem em uma aventura em busca do velocino de ouro, um objeto místico que pode revitalizar a árvore mágica responsável pela proteção do acampamento. O que eles não esperavam era que um ex interante do Acampamento estaria atrás do mesmo objeto, e que quer trazer de volta o temido  Cronos, o deus pai titã, derrotado por Zeus, Poseidon e Hades há milênios atrás. 

  Aqui os atores continuam no automático, atuações dignas dos filmes do Disney channel. As situações evoluem como fases de um videogame, e a luta final com o chefão é bem coreografada e interessante. O final da película já abre espaço pro próximo filme, que não sabemos se sairá. Entre o primeiro e o segundo já houve uma grande demora, graças ao desempenho das bilheterias. A próxima aventura periga não sair, o que não chega a ser uma pena totalmente, pois os filmes não tem sido nada indispensáveis, mas divertem por algum tempo. 



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Invocação do Mal (The Conjuring)
EUA , 2013 - 112 minutos
Terror

EUA , 2013 - 112 minutos 
Terror

Direção: James Wan

Roteiro:  Chad Hayes, Carey Hayes

Elenco: Vera Farmiga, Patrick Wilson, Lili Taylor, Ron Livingston, Shanley Caswell, Hayley McFarland, Joey King, Mackenzie Foy


   Invocação do mal pega referência de grandes clássicos do terror como Exorcista, Poltergeist e do recente Atividade Paranormal, além dos grandes cânones do terror, como os fantasmas, a casa bizarra, o lado próximo, uma arvore, crianças e brinquedos bizarros. Mas toda essa colagem de referência casa perfeitamente bem num roteiro ótimo e muito bem escrito, que conta com excelentes personagens, que são igualmente bem estabelecidos pelo Elenco carismático e competente. 

   Temos um casal de protagonistas adorável, e não só por suas ações, mas pela docilidade das interpretações de Vera Farmiga (que ao meu ver já demonstrou ser uma ótima atriz) e de Patrick Wilson. Lily Taylor também entrega uma mãe perfeita. É do mesmo estilo das grandes mães vítimas dos grandes dramas de horror, e tem uma presença de cena maravilhos.

   Apostando mais num clima perfeito de tensão e suspense, e menos em sustos gráficos, a história ambientada na época de 70 (aliás, excelentes os cabelos, maquiagens e objetos em cena, a recriação da época é ótima) não nos permite desgrudar os olhos da tela. Desde a apresentação da história por trás da boneca de Annabelle – que funciona menos como objeto dramático e mais como fio condutor da explicação sobre os fenômenos que veremos à seguir, e que também ajuda a ilustrar o museu de objetos envolvidos em rituais e possessões – até o desfecho da história do casal assolado pelas paranormalidades da casa em Rhode Island, o roteiro constrói habilmente o climão intenso. As tomadas dentro da casa, que se transforma num pesadelo surrealista graças ao takes que se invertem – principalmente no clímax – auxiliam a todo o clima pavoroso. E toda a ambientação da casa, e seu interior, cheio de surpresas e lacunas secretas cria uma identidade própria aquele espaço, e não apresenta apenas mais um casarão assombrado. Nesse ponto, me lembrou um pouco a casa da primeira temporada de american Horror Story, principalmente a ideia de uma comunidade espírita que habita a casa, graças às forças demoníacas que ali habitam.

   O filme é tão tenso que esperamos uma grave desgraça após o final, mas o filme não entra na nova regra dos filmes de terror, com desfechos trágicos para seus protagonistas. Talvez porque a historia do casal de demonólogos Warren possua um bom potencial para se transformar em uma franquia – ao menos uma boa série de televisão sairia dali com certeza!

   A película já pode figurar entre as melhores obras de terror dos últimos anos – pra mim só perde para o Orfanato e o exorcismo de Emily Rose, e certamente foi uma grata surpresa para um gênero tão saturado como o terror, mesmo que não traga elementos ou mitologias novas. É um excelente trabalho e vai render bons sustos também! 






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Flores Raras - Por Diego Lanza

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FLORES RARAS - Brasil, 2013 - 118 minutos - Drama

Direção: Bruno Barreto
Roteiro: 
Matthew Chapman, 
Julie Sayres, Carolina Kotscho
Elenco: 
Glória Pires, 
Miranda Otto, Tracy Middendorf,
Marcello Airoldi, Treat Williams,
Lola Kirke












 Bruno Barreto acerta em cada detalhe deste sensível filme. Belíssimo, o filme incia e termina com Elizabeth Bishop lendo seu poema "uma arte" (em alguns lugares conhecido como a arte de perder, que fora um dos títulos que o filme já teve ), como se fosse parte de seu arco dramático terminar aquele poema, que no inicio do filme é taxado como confissões em frases esparsas, ou algo parecido. Ou podemos entender que em sua trajetória tortuosa e sofrida, Bishop conseguiu reunir os elementos que permitiriam-na elaborar suas dores na arte de perder.

 Com dialogos tocantes, o filme narra a chegada de Elizabeth Bishop (Miranda Otto) na casa de  Mary (Tracy Middendorf) e Lota (Glória Pires). Rude e fria, Elizabeth estranha o novo país e parece constantemente desconfortável. Logo sua frieza se revela sensibilidade extrema, e a escritora se mostra absurdamente frágil e insegura com vergonha do proprio trabalho. Aos poucos, se permite envolver com a Poderosa e bem resolvida Lota, e as duas personagens, tão diferentes entre si - lota por exemplo é um poço de orgulho de suas próprias criações - , transformam uma paixão de verão num amor para vida toda. 

 A relação de Bishop com Lota se desenvolve em meio a um Brasil às portas do Golpe Militar - e o olhar estrangeiro de Bishop atenta sabiamente para o fato e para a forma como os brasileiros vivenciam a situação. A relação da personagem com sua sensação de inadequação e dua relação com o nosso pais e explorado na medida certa para deixar o filme tomado pela relação das duas mulheres sem nunca pender apenas para um filme de romance ou uma cinebiografia. Antes de tudo, é um sensível ensaio sobre relações e construções de identidade. 

 Se Bishop começa o filme como uma mulher absurdamente frágil, ao longo do filme e da dinâmica com Lota, sua fragilidade se torna sua maior força, e a inversão das perosnalidades é um dos trunfos do filme. Toda a força de Lota passa a minguar. É uma ilustração de como aos poucos adquirimos os traços do outro - aqueles que admiramos, ou aqueles que podemos absorver. Já que, para nos desfazermos do outros, é preciso que guardemos uma característica deles em nosso ego, só assim abrimos mão. 

 Miranda Otto está incrível, nos apresentando através de gestos contidos e olhares pudicos toda a complexidade da poetisa. E Glória Pires, apesar do inglês estranho, encarna Lota de Macedo Soares com precisão. É uma ótima interpretação, que ofusca sua pronuncia esquisita com facilidade. O elenco de apoio também entrega boas atuações, que somadas à trilha sonora emocionante, fazem desse filme uma pequena obra, que me tocou profundamente. 80% falado em inglês, o que não permitiria que o filme concorresse ao oscar, por exemplo, é um excelente filme nacional, poético e doloroso. Mas uma experiencia deliciosa para almas sensíveis. 


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O Cabana Viu - Mama - Por Diego Lanza

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MAMA (Mama, Espanha / Canadá , 2013 - 100 minutos)

Direção:
Andrés Muschietti



Roteiro:
Neil Cross, Andrés Muschietti, Barbara Muschietti




Elenco:
Jessica Chastain
Nikolaj Coster-Waldau
Megan Charpentier
Isabelle Nélisse
Javier Botet
Daniel Kash





Mama é a adaptação de um ótimo curta metragem, também do diretor Andrés Muschietti. E é nada mais do que o curta expandido. Qual a historia das meninas do curta? O que ou quem é a Mama? Isso tudo é respondido, mas de uma forma que particularmente não me agradou.
Nikolaj Coster-Waldau é um homem que segue numa busca desesperada pelo irmão ou pelas sobrinhas, que desapareceram na floresta após o pai, ensandecido, ter assassinado a esposa e raptado as filhas. O prólogo ilustra esta parte, e é um excelente prólogo. Depois, o filme comete uma sucessão de erros / furos chatos no roteiro. Os personagens são mal desenvolvidos – apesar da excelente caracterização e interpretação de Jessica Chastein como Annabel. A roqueira que vibra por não estar grávida, desenvolve com as meninas uma relação de obrigação, peso, fardo até criar um sentimento genuíno pelas meninas, que também é beneficiado pelas suas investigações do que é / quem é a mama, além de sua competição involuntária com a entidade.
 Entidade que, aliás, é uma xerox melhorada dos fantasmas cabeludos de o grito. Temos até uma cena de uma peruca fantasma sobrevoando o chão. Sim, risos, muitos risos.
 O filme engrena aquela clássica sucessão de investigações que culmina na descoberta do porquê a assombração terrível está lá infernizando a vida dos personagens. Mas todo o desenrolar é permeado por passagens que se tornam tolas: Os mofos na parede que quase não parecem trazer tanta preocupação... A gigantesca casa, perfeita como cenário de um filme de terror... Algumas mortes que perdem totalmente o significado... A forma novelesca como Os protagonistas lidam com tudo, até mesmo como o clímax vai se estabelecendo, com os clichês chatos e clássicos.

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O Cabana Viu - O Reino Escondido - Por Diego Lanza

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 O Reino Escondido (Epic , EUA , 2013 - 102 min)

Direção: 
Chris Wedge

Roteiro: 
Tom J. Astle, Matt Ember, James V. Hart, William Joyce, Daniel Shere

Elenco (Versão legendada): 
Amanda Seyfried
 Colin Farrell
Beyoncé Knowles
Josh Hutcherson
Christoph Waltz
 Aziz Ansari
Chris O'Dowd
Jason Sudeikis
Steven Tyler



Maria Catarina, ou M.C. (Amanda Seyfried / dublagem brasileira de Luisa Palomanes), o apelido da adolescente de 17 anos,  recentemente perdeu a mãe e se vê obrigada a tentar se reaproximar do pai, o Prof. Bomba (dublado por Jason Sudeikis / versão brasileira de Murilo Benício), um pesquisador workholic obcecado pelo trabalho de tal modo que este tomou sua vida, deixando o mundo real longe de seus ideias.


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O Cabana Viu- Homem de Ferro 3 - Por Diego Lanza

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Homem de Ferro 3 (Iron Man 3)

EUA , 2013 - 130 min.

Direção:
Shane Black

Roteiro:
Shane Black, Drew Pearce

Elenco:
Robert Downey Jr.
Guy Pearce
Ben Kingsley
Gwyneth Paltrow
Rebecca Hall
Paul Bettany
Don Cheadle
Jon Favreau
William Sadler
James Badge Dale
Stan Lee


                Homem de Ferro 3 traz um tom político maior do que seus antecessores. Se o primeiro já nos mostrou como Tony Stark se tornou o homem de ferro após descobrir que a tecnologia de sua empresa era usada para compra e venda de armas bélicas, envolvendo terroristas, aqui a alusão ao terrorismo e a guerra ao terror se torna (só um pouco) mais forte quando ouvimos os discursos de um dos vilões do longa, sobre a criação de ícones que atraem ódio e justificam guerras.
                No terceiro Longa, Tony Stark se envolve nos atos terroristas do Mandarim, após seu ex segurança e amigo pessoal acaba sofrendo severas consequências de um dos ataques do terrorista. E após sofrer repreendas por ter desafiado o poderio do terrorista, vai em busca de revanche, no melhor estilo espião. Aliás, o filme tem um meio clima de espionagem e suspense, mesmo que por breves momentos, nessa parte.


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Roteirizando - A Morte do Demônio e A Caça - Por Diego Lanza

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A Morte do Demônio (Evil Dead)
EUA , 2013 - 91 min.

Direção:
Fede Alvarez

Roteiro:
Fede Alvarez, Rodo Sayagues, Diablo Cody

Elenco:
Jane Levy
 Lou Taylor Pucci
Shiloh Fernande
 Jessica Lucas
 Elizabeth Blackmore
Jim McLarty
Lorenzo Lamas
Rupert Degas
Phoenix Connolly


A morte do demônio é vendido como um Remake. Contudo, apresenta referências sutis aos filmes anteriores, sugerindo (principalmente no terceiro ato) que é uma espécie de sequência. Talvez uma mistura de ambos – uma nova história usando a mesma premissa e o mesmo universo. E nesse quesito, foi uma ideia de mestre. Pois apresenta a série “Evil dead” aos novos fãs de terror, inclusive atualizando o teor do filme (que deixa totalmente de lado o humor – que esteve presente no maravilhoso “Arrasta-me para o inferno” de Sam Raimi, aqui produtor do longa, mas que foi o diretor do primeiro Evil Dead e também tido como criador do gênero) sem contudo desagradar (totalmente ou unanimemente) aos antigos fãs.
                A historia nos apresenta cinco amigos (Jane Levy, Lou Taylor Pucci, Shiloh Fernandez, Jessica Lucas e Elizabeth Blackmore) que resolvem se hospedar numa cabana isolada e abandonada em uma floresta soturna (RISOS) para o tratamento de desintoxicação de Mia, a mais jovem do grupo Tal e qual o longa original, eles descobrem o terrível "Livro dos Mortos", que liberta um espírito demoníaco. O demônio então possui um por um os nosso burros amiguinhos e causando mortes de dar inveja à jogos Mortais.

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O Grande Gatsby Com Diego Lanza

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BEM, passei um tempo considerável afastado das analises cinematográficas. Mas voltei. Preciso superar minhas crises e as letras, os livros e os filmes sempre me ajudaram nisso. Espero que possa continuar atrás das analises de filmes e trazer pra todos um pouco da minha opinião para discutirmos bom e velho cinema!
Segue uma breve resenha dos filmes que vi nesse período. Espero, ao longo da semana, conferir os últimos lançamentos e poder resenha-los também!!!
DIEGO LANZA

O Grande Gatsby
Lançamento
Dirigido por: Baz Luhrmann
Gênero: Drama , Romance
Nacionalidade: Austrália , EUA

O filme de Baz Luhrman segue totalmente sua cartilha. O exagero, as cores fortes. A trilha, que se entrelaça fortemente com a historia, com a narrativa. Canções belíssimas de Florence Welch (da Banda Florence And the Machine) e de Lana del Rey, além da dançante Little party never kill nobody, de fergie, compõe essa adaptação primorosa da obra de Fitzgerald. Não li o livro, mas comprei. Logo, não pude analisar o filme do ponto de vista de uma adaptação, mas enquanto filme possui um roteiro bacaninha, e interpretações lindas. Leonardo DiCaprio cada vez mais demonstra seu talento inquestionável e apresenta um Gatsby cheio de paixão e medo. Carey Mulligan está perfeita. Vulnerável e tola na medida certa, faz uma Daisy interessante, contida em alguns momentos, histérica em sua reta final. O 3D do filme funciona em seu início e final, e também nas cenas de festas – onde lembramos muito de Moulin Rouge. O filme trabalha a temática da corrupção pelo dinheiro brevemente, alinhado à evolução do jazz (enquanto ouvimos um pouco de Hip Hop numa analogia bem interessante). O final do filme deixa um gosto amargo na boca, e me deixou preso na cadeira por alguns segundos depois das luzes se ascenderem. Certamente comprarei em DVD quando sair. 









Star Trek – Além da Escuridão
Lançamento: 14 de junho de 2013 (2h 10min) 
Dirigido por J.J. Abrams
Nacionalidade: EUA

No novo Filme da Série Star Trek (série que não acompanhei, mas lembro de ter visto alguns episódios na sala da casa da minha madrinha quando era pequeno) traz um bom roteiro e boas e angustiantes cenas de ação. Traz um vilão poderoso e perigosíssimo (tanto é que em muitos pôsteres de divulgação do filme no Rio tinham o vilão apenas). A tripulação de Star Trek está de volta, e após uma abertura que já diz a que o filme veio, acompanhamos os personagens em meio a erros e manobras políticas e corruptivas (que caem bem no roteiro em nosso momento globalizado atual), acabando tendo que se resolverem quanto a um grande risco. Não dá pra dar grandes detalhes do enredo sem estragar surpresas, mas posso elogiar a direção de arte, os efeitos, a direção correta de J.J Abrams e os atores. Zachary Quinto faz um Mr. Spock sempre interessante, e Chris Pine mostra mais do que simples beleza. A relação de amizade entre os personagens ganha contornos mais dramáticos e situações conflituosas, mas que permitem a narrativa ser mais profunda quanto à seus personagens. Um bom filme de Ficção Cientifica, com personagens que são muito queridos para muitos Fãs.





 Antes da Meia-Noite
Lançamento: 14 de junho de 2013 (1h 48min) 
Dirigido por Richard Linklater
Gênero: Romance , Drama
Nacionalidade: EUA , Grécia

Este terceiro exemplar da belíssima série (que ao meu ver são praticamente os melhores filmes de romance de Hollywood) Antes do amanhecer / antes do pôr-do-sol traz um forte quê de realidade a este romance. Se os dois filmes anteriores têm desfechos em aberto, este termina sem necessariamente uma pergunta. Aqui, Ethan Hawke (que envelheceu muito mal) e Julie Delpy estão mais do que à vontade na pele dos personagens tão queridos pelos cinéfilos. Em antes do Amanhecer, eles são jovens, impetuosos, impulsivos. Em Antes do por-do-sol há uma certa vergonha, são jovens adultos contidos. O terceiro filme nos traz personagens bem amadurecidos, mas cheios de outras paranoias e questões que se infiltram na rotina do casal envenenando aquele clima de romance tão bonito que vimos nas outras películas. A convivência e o poder de conhecimento sob o outro são retratadas com fidedignidade, e aquelas discussões nas quais você pode com muita facilidade ferir o outro com frases aparentemente triviais estão aqui. A implicância. As discussões que começam com um fato banal e trazem à tona antigos ressentimentos também. Mas também estão presentes a espontaneidade e os olhares carregados de admiração e carinho. A paciência causada pelo Amor, e as dúvidas geradas pelo desgaste. Os três filmes juntos são um lindo retrato de uma relação amorosa, que evolui bem gradativamente da idealização para a realidade, às vezes, um tanto amarga. O mais incrível nos filmes é que o intervalo para a realização de cada um deles, corresponde ao exato tempo de amadurecimento dos personagens. É cinema com toda sua magia e poesia. É um filme imperdível!


Universidade Monstros
Lançamento 21 de junho de 2013 (1h 44min) 
Dirigido por Dan Scanlon
Gênero Animação , Família
Nacionalidade EUA

A máxima “a Pixar nunca erra” sempre foi algo dito sobre esse estúdio que produziu obras primas como Rattattuile e Wall-E, entre outros. Eu não vi Carros 2, então não posso dizer se a pixar errou mesmo na mão, mas foi um filme que não agradou tanto a crítica. Assim como Valente, que tem uma estrutura de roteiro que leva mais de meio filme pra engrenar, mas tá bem longe de ser ruim.so que, UM é SENSACIONAL. Há uma cena, no clímax do filme, que Mike e Sully conversam próximo a uma lagoa. É uma conversa tão tocante e tão adulta que é assombroso que esse roteiro consiga tão habilmente agradar as crianças e aos adultos. É lindo. A historia da construção de projeto de vida de Mike e seus esforços para conseguir conquistar seu sonho são profundamente inspiradores e belos. O roteiro é magico e constrói com tranquilidade a parceria dos dois monstros, desenvolvendo seus arcos dramáticos com sabedoria ao longo da projeção. É um filme lindo, com uma lição maravilhosa e funciona perfeitamente como um filme em si, e não apenas como prelúdio caça-níquel de Monstros S.A.






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Oz - Mágico e Poderoso - Por Diego Lanza

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Oz - Mágico e Poderoso
(Oz - The Great and Powerful) - EUA , 2013 - 130 minutos

Direção:
Sam Raimi

Roteiro:
Mitchell Kapner, David Lindsay-Abaire

Elenco:
James Franco
 Michelle Williams
Rachel Weis
Mila Kunis
Zach Braff
Bill Cobbs
Tony Cox



O Mágico de Oz é um filme baseado no(s) livro(s) de Frank L. Baum. Sim ele não escreveu mais de um, e sim uma série (12) que depois foram continuados por mais escritores. Recentemente, Gregory Maguire deu continuidade as historias de oz com seu livro Wicked. Oficialmente o livro contaria a historia da bruxa má do oeste (que nesta versão se chamaria Elphaba), desde sua juventude sofrida e “bullyingnesca”, até os eventos que a levaram a se tornar tão má. O livro se passaria anos antes da visita de Dorothy até momentos depois que ela deixa Oz. Esse livro tornou-se até um musical, absolutamente rentável para a Broadway.


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