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Lobotomização

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Por Marianna Kiss


Lobotomização

Você sabe o que é isso?

Já se deu conta que a sociedade está sofrendo um processo de “lobotomização” a partir do noticiário construído pelos grandes grupos de comunicação? E como a mídia está encarando a nova realidade de qualquer pessoa poder ter uma rádio, um blog e falar o que quiser por meio da internet?

O livro, Lobotomia e Comunicação, do jornalista André Lobão, traz artigos e entrevistas sobre as coberturas feitas pela imprensa, e como as redes sociais ganharam papel fundamental no processo de disseminação da informação e descentralização do poder.



Lobão é um jornalista carioca, pós-graduado em Mídias Digitais, que coordena o Projeto Radiotube - rede social voltada para comunicadores comunitários –, além de ser coprodutor da série de reportagens especiais “Jornada: um olhar sobre o mundo do trabalho”. A produção é da ONG Criar Brasil (Centro de Imprensa Assessoria e Rádio) e da CUT-RJ (Central Única dos Trabalhadores do Rio de Janeiro), onde o escritor também apresenta e produz o programa de rádio “A Voz do Trabalhador”, veiculado em rádios comunitárias no Rio de Janeiro.



Sua primeira publicação, que surgiu a partir do site homônimo, criado em 2007 com cerca de 400 textos e mais de 35 mil acessos, analisa também como as manifestações que acontecem no Brasil desde junho trazem à tona o posicionamento e a relação dos veículos com o Estado. André traz em sua obra, opiniões de pesquisadores da comunicação, globalização e cibercultura como Sylvia Moretzshon, Giuseppe Cocco, Renato Rovai, Bernardo Gutiérrez, entre outros, além de referências sobre a era da comunicação veloz, farta e caótica em que vivemos, além de suas próprias impressões. E o livro ainda conta com histórias curiosas como a entrevista com o jornalista Lino Bocchini, da Carta-Capital. Ele falou sobre o imbróglio que ele teve com a folha de São Paulo devido a uma versão com erros do famoso jornal. E ainda o prefácio do livro que foi feito pelo Chef de Cozinha, Rubens Ghidini. “Fiz esse convite para ele por conta do tema globalização, acho que um chef representa muito bem esse contato com outras culturas, lidando com várias referências”, afirma Lobão.




O escritor, inspirado em grandes nomes como Jack Kerouak - autor de "On the Road" -, ainda não tem previsão para a chegada de outro livro, mas confessa que tem um projeto para roteiros que vai tratar das desventuras masculinas nas baladas da vida. Ou seja, uma reunião de histórias deles e de amigos em situações inusitadas. Mas ele mantém isso em segredo... Será que vem um contraponto para o Como ser uma Mulher Solteira? Vou adorar...
Lobão aproveita a entrevista para mandar o seu recado:

Acho que as pessoas devem desenvolver o senso crítico em relação ao que elas recebem como informação. Existe hoje no Brasil uma concentração da informação na mão de poucos. São seis famílias que dominam a indústria da comunicação no Brasil. Essa concentração acaba dando direcionamentos e resulta em manipulações a partir de interesses econômicos e corporativos. Tá na hora das pessoas tirarem a televisão da sala de jantar. A verdade está na diversidade e na opinião diferente e dissonante. Não se deixe levar pelo discurso único e hegemônico.”



Lobotomia e Comunicação propõe a reflexão sobre nova forma de se fazer e pensar jornalismo. E se você quiser a resposta sobre a pergunta que abre esse post, então compre o livro, que está disponível no site da Editora Multifoco, ou acesse o link a seguir:


Site, fan Page e meios de divulgação.



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Primavera dos Livros - Por Marianna Kiss

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Para quem gosta de cultura, aqui vai uma boa para o final de semana:

A Editora Metanoia - cujo objetivo é produzir literatura para e sobre a comunidade LGBT – vai lançar três livros de temática homoafetiva na Primavera do Livros, um evento que já faz parte do calendário cultural do Rio de Janeiro.

Seguem as sinopses dos livros e a programação do evento:

Fim de Semana em Amsterdam e outras histórias, de André Barroso Feijó, lançamento dia 25/10, às 18h.



Sinopse: Fim de Semana em Amsterdam reúne seis narrativas de um homem gay que, repletas de um lirismo melancólico, nos aproximam dos desejos, dores e dramas de personagens que, facilmente, poderiam ser qualquer pessoa que nos rodeia. Com delicadeza, trata dos sentimentos que povoam o viver humano, seus códigos e condutas, oferecendo ao leitor a oportunidade de se imaginar em outra realidade. Histórias de aparência despretensiosa, mas fortes, na expressão da natureza humana, que vão da facilidade de sua leitura, do realismo e da dicção coloquial das narrativas, ao interesse ou à simples curiosidade pela composição do autor.

Dizem que sou - narrativas e relatos da homofobia carioca, de André Sena, lançamento dia 25/10, às 18h.



Sinopse: Vivemos em tempos de profundos anseios por mudanças no mundo. Isso requer de nós um grau de sensibilidade e reflexão como talvez jamais se fez realmente necessário. Ao lado da homofobia histórica que vem se desdobrando ao longo de séculos, há um fenômeno cada vez mais visível em nossa sociedade: o da homofobia religiosa, ambientada no integrismo e no fundamentalismo religioso. Outro fenômeno visível é o da intolerância ao outro; a alteridade aparece na cena cotidiana, ora como o surpreendente, ora como o aberrante; mas ambos desnaturalizados, impedidos de sua expressão na ordem do natural, do banal, do anônimo. A cidadania LGBT que vem construindo aos poucos uma agenda cada vez mais tangível, enfrenta na ordem do dia obstáculos aparentemente instransponíveis. Este livro de crônicas busca fotografar alguns acontecimentos que evidenciam nossa cultura da homofobia, nosso cotidiano de intolerâncias e nossa resistência de cada dia. Todos nós, de uma forma ou de outra nos reconheceremos nas páginas a seguir, o que não é nem surpreendente, nem pretensioso.

Damas, de Nan Soares, lançamento dia 27, às 18h.



Sinopse: mais que um romance que enfoca relações homoafetivas em seus mais íntimos detalhes, conta a história de pessoas comuns e suas trajetórias de vida. O livro fala de encontros, desencontros, traição, conflitos e sentimentos inerentes aos seres humanos, independentemente de ocupação profissional e até de orientação sexual.
A narrativa, de forma poética, vai delineando o perfil dos envolvidos nas histórias uns dos outros, e culmina em um reencontro simples, forte e sincero. 
Damas é uma história de tramas, amores e desejos de casais, diferentes ou iguais, que buscam no seu par apenas viver, construir e amar em paz. 

A Primavera dos Livros – que pode ser acompanhada pelo www.primaveradoslivros.com.br,  acontecerá de 24 a 27 de outubro nos jardins do Palácio do Catete aqui no Rio.

24 de outubro

9h / 18h- Seminário da Educação – Local: Tenda Paulo Freire. Na parte da tarde haverá uma visita guiada para os 600 profissionais da educação pelos estandes.
9h – Abertura para o público
11h - Reunião da Diretoria da Libre aberta aos associados da entidade – Auditório inferior
19h30 – Encerramento
20h - Festa da Libre na Tenda Paulo Freire

25 de outubro

10h - Abertura para o público:
10h - Atividade da educação infantil do município do Rio de Janeiro. Presença confirmada de 600 professores. Local: Tenda Paulo Freire
11h - Abertura Oficial da Primavera com a presença de autoridades – Arena Literária da Secretaria Municipal de Cultura
22h - Encerramento

26 de outubro

10h – Abertura 
22h – Encerramento

27 de outubro

10h – Abertura 
22h – Encerramento








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D.R – Entrevista com Ernesto Xavier - Por Marianna Kiss

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Relações modernas vêm acompanhadas por problemas e, consequentemente, por aquelas conversas intermináveis para resolvê-los, as famosas DR´s – discutir relação. E é com essa temática que o escritor Ernesto Xavier vai lançar o “D.R.- Discutindo as relações” na próxima sexta-feira, dia 18 de outubro, às 18h no Espaço Multifoco na Lapa - Av. Mém de Sá, 126.



Ernesto é um carioca de 29 anos. Ator desde os 13 anos, jornalista e roteirista cinematográfico. Ele começou a escrever pela necessidade do escritor nato que há em si, “as palavras precisam sair de mim, senão enlouqueço”, mas assume que a tentativa de entender a alma feminina é sua maior fonte de inspiração. Segundo ele, as mulheres são mais interessantes, lidam melhor com os sentimentos e se expõe mais.

Ele sempre leu muito e desde pequeno devorava livros. Com o tempo foi colocando suas próprias histórias no papel. Alguns amigos da escola pediam que Ernesto escrevesse cartas para as namoradinhas, e ele, gentilmente fazia. Depois, com 17 anos, foi incentivado por uma tia para escrever textos políticos e divulgá-los na internet. Aos poucos o amor foi virando o tema central e assim passou a ser até então.

“D.R” é um livro de crônicas e contos que tenta entender os relacionamentos de hoje. Discute o porquê de homens e mulheres terem tanta dificuldade de comunicação e parecerem falar línguas distintas. As diferenças entre eles, medos e angústias. Mas ele não entrega todo o segredo do livro, “D.R. fala disso e um pouco mais”. O autor diz que colocou um pouco de si e do que viveu em cada história. Nunca de forma literal, mas ele buscou inspiração no que via, ouvia e vivia.

Como amante da literatura, Ernesto tem lido muito as crônicas do Marcelo Rubens Paiva, Carpinejar e do João Paulo Cuenca, além dos romances do Daniel Galera e Marçal Aquino. E elogia a literatura brasileira que está em um ótimo momento. Ele se arrisca ainda num projeto para um livro infanto-juvenil que fala de futebol e a relação das crianças e adolescentes com seus clubes do coração. O autor promete concluí-lo em breve.

Voltando ao “D.R”, o número de fãs tem crescido e as mulheres podem ficar felizes porque o escritor está solteiro. Ernesto começou a divulgar seus textos por meio de um blog e depois pelo Facebook. Nas redes sociais o feedback foi incrível. Debates foram criados, e opiniões diversas sobre o tema pegaram fogo, o que se tornou gratificante para o autor, principalmente quando ele percebe que mexe com o que as pessoas escondem em seus íntimos.

“D.R” guarda outras surpresinhas, como por exemplo, o prefácio escrito pelo tio do autor, Miguel Falabella. Ernesto menciona também com muito carinho, o amigo Paulo-Roberto Andel, que o indicou para a editora, além de toda a sua família que o incentiva e apoia incondicionalmente, e a três mulheres em especial: Izabela, sua tia; Christina, sua mãe e Chica, sua avó. “Parece clichê, mas elas são as principais responsáveis por isso estar acontecendo”, relata o escritor.

No final da entrevista eu pedi uma palhinha da sua obra, e ele cedeu:

Primeiro conto do livro “D.R.- Discutindo as Relações”

“O homem matemático

O homem em seus devaneios quase matemáticos calcula os passos, cada palavra a ser dita, respostas e variáveis para o diálogo, traça a parábola que o levará até ela, se diminui, depois bebe e se multiplica de forma exagerada, na tentativa da coragem inalcançável na sobriedade.

Encostado no balcão ele fita a presa com um olhar discreto. Apenas para as análises preliminares. Sente algo diferente, como se pudesse imaginar claramente que futuro teriam juntos: a cor da casa e do carro, o nome dos filhos, a cidade preferida nas férias, a música que tocaria na entrada dela no casamento, sua comida favorita e quem sabe até qual filme do Woody Allen ela gosta mais. Suposições que o homem matemático faz enquanto calcula suas possibilidades, probabilidades.

O homem matemático é capaz de se apaixonar várias vezes ao dia. Seu prazer não está na conquista e sim nas fantasias criadas em alguém que vê em um vagão do metrô, numa sessão de cinema francês à tarde em Botafogo ou em um chopp com os amigos em Santa Teresa. Não há hora ou lugar. São trocas de olhares que ele vai colecionando em sua estante emocional de relacionamentos nunca consumados. Juras de amor eterno que não foram ditas, rompantes de ciúme que jamais chamarão a atenção dos transeuntes, demonstrações de afeto que não serão invejadas pelas amigas dela, pois nunca aconteceram.

A vida do homem matemático(ou quase) é bem agitada. Ele não terá histórias reais para contar na mesa do bar, porém dirá com profundo pesar que deixou a mulher de seus sonhos escapar num ponto de ônibus, quando ela ao entrar em seu coletivo olhou sorrateiramente para trás, cruzou seus olhos com os dele e fez daquele segundo em silêncio a mais bela poesia que ele já ouvira. Ela partiu Barata Ribeiro abaixo enquanto ele se postava impávido vendo a perfeita mãe para seus filhos partir sem deixar um número ou contato do facebook. Talvez se o tivesse, descobriria que eles tinham em comum uma amiga que estudou com ele no primário do Andrews e também um fortão que fez natação com ele no Fluminense há 4 anos passados. Fortão que costumeiramente comentava as fotos dela. Seria alguma espécie de ficante sazonal? O homem matemático não mensurava o tamanho da decepção que teria com uma confirmação dessas. Resolveu nem pensar. E como poderia? Não tinham trocado nem um “oi”.

Os amigos do homem matemático gostam dele assim mesmo.  Já tentaram mostrar para ele que os relacionamentos são mais humanos ou biológicos do que exatos. Mas ele insistia em dizer que preferia encontrar o valor do seu “x” dentre tantas variáveis ao invés de ser enganado por prosopopéias ou versos alexandrinos. Vivia o rigor de suas fórmulas, sabia projetar o resultado de cada relacionamento dos amigos, embora não tivesse feito o mesmo em sua vida.

O tempo também passará para o homem matemático. Assim talvez veja que a direção a seguir não será uma questão de vetores e que no amor, para multiplicar é preciso em primeiro lugar dividir.”



O livro está à venda no site www.editoramultifoco.com.br e pela fanpage http://www.facebook.com/DRolivro.
Comunicação:
Instagram e Facebook: Ernesto Xavier
www.impublicaveiscontos.blogspot.com.br
www.detetivebennett.com.br



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O Cinema Novo em cena no Teatro - Por Marianna Kiss

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"O dever do revolucionário é fazer a revolução. Ou O dever da revolução é fazer o revolucionário ou o fazer da revolução é dever ao revolucionário ou a revolução é fazer dever ao revolucionário.”


Kiss também é revolução. É teatro. É cultura.
Eu amo teatro e estou antenada no melhor do mercado cultural. E foi nesse clima revolucionário que eu fui conferir a peça “Paraíso AGORA! ou Prata Palomares” da Cia Guerreiro no Galpão das Artes do Teatro Tom Jobim – Jardim Botânico.
“Paraíso AGORA! Ou Prata Palomares” é uma versão para teatro do roteiro de “Prata Palomares”, filme que causou polêmica na ditadura militar, que a Cia Guerreiro, em parceria do diretor Jorge Farjalla com a atriz Ittala Nandi, leva ao Galpão das Artes. O espetáculo estreou no dia 07 de setembro, dia da Independência do Brasil. Coincidência?

A data não podia ter melhor propósito. O roteiro traz uma história marcante dos tempos da ditadura e constrói uma metáfora com o mundo contemporâneo e o momento atual das manifestações populares de insatisfação com a política brasileira, à falta de incentivos reais e éticos, a rarefação das relações e a ambição desenfreada – é a primeira peça que remete ao que está acontecendo agora no país.

Jorge Farjalla, assina também a iluminação ao lado de David Israel. O cenário é de José Dias, os figurinos de Rogério França e a direção musical e preparação vocal de Mimi Cassiano. No elenco os atores da Cia Guerreiro, entre eles Jorge Farjalla, Anna Machado, Ipojucan Dias, e Jaqueline Farias.  

O longa-metragem “Prata Palomares” teve história marcante no cinema brasileiro e nunca foi exibido no Brasil, só em festivais. Rodado no início dos anos 70 foi censurado durante sete anos no Brasil e liberado em 1977, somente para exibições no exterior, por tratar da ditadura militar e dos movimentos de guerrilha que marcaram a história brasileira da época. O elenco contava com atores do Teatro Oficina, como Renato Borghi e Carlos Gregório, além de Ittala, e roteiro assinado pelo próprio diretor André Faria e por José Celso Martinez Corrêa.

Assim, o Teatro Oficina saía dos palcos para o cinema com uma ‘arma’ de peso em mãos: Prata, a bala, o armamento bélico, e Palomares, um pequeno vilarejo na Espanha onde, em 1966, duas bombas H caíram num acidente entre dois aviões, sendo que uma delas nunca foi encontrada. Usando uma “parábola política” com o drama de dois revolucionários isolados, impossibilitados de realizar qualquer ação política, o filme faz um painel poético do desespero da guerrilha, em tom alegórico, em meio a um cenário repleto de elementos e símbolos religiosos e sagrados.

“Paraíso AGORA! Ou Prata Palomares” é uma releitura contemporânea desse roteiro. Vem resgatar o tema da guerrilha, tão forte e marcante para uma geração e esquecida ou abafada por outra. Encenada dentro de uma igreja, a trama se passa na fictícia cidade de Porto Seguro, onde os dois guerrilheiros, fugindo da linha de fogo, escondem-se em uma igreja. Um deles passa a ser o próprio padre, assumindo não só para a cidade, mas para si o papel de um falso líder messiânico, que se envolve com os poderosos na tortura e morte de um líder popular dentro da igreja, ou seja, o fanatismo religioso como via de mão dupla para os impasses políticos e sociais.  Em meio à história trechos de canções que marcaram aquela época: “Cálice” e “Roda Viva” (Chico Buarque), “Me Matan sy non Trabajo” (Daniel Viglietti/Nicolás Guilléna), “As Curvas da Estrada de Santos” (Roberto Carlos/Erasmo Carlos) e a primeira parte do hino nacional, com letra, entre outras.

O espetáculo traz uma reflexão sobre a condição humana diante do caos de um mundo-imagem em que o indivíduo está repartido, buscando apenas a representação que os outros constroem dele. Aborda a falta de comprometimento do homem com ele mesmo. A busca incessante do poder. A luta do oprimido contra o opressor. O meio como causador dos dilemas da raça humana e a religião como base para o suporte mental do indivíduo. O abuso do poder e a revolução velada do homem no governo e fora dele.



Ficha técnica
Direção e roteiro musical: Jorge Farjalla
Texto original: André Faria e José Celso Martinez Corrêa
Dramaturgia: Ittala Nandi e Jorge Farjalla
Elenco: Ana Debora Goal, Anna Machado, Claudio Albuquerque, Diogo Pasquim, Eval Fídias, Helio Souto Jr., Ipojucan Dias, Jaqueline Farias, Jorge Farjalla, Matthias Schmeisser, Victor Vaughan, V. Murici e Zímara 
Direção musical e preparação vocal: Mimy Cassiano
Cenografia: José Dias
Figurinos e adereços: Rogério França
Iluminação: David Israel e Jorge Farjalla
Músicos: André Américo (percussão),Bruno Scantamburlo (violão, guitarra e baixo), Julia Ludolf (percussão), Rodrigo Viegas(violão) e V. Murici (rabeca e Gaita)
Realização: Cia Guerreiro e Nandi Produções

Serviço
Espetáculo: “Paraíso AGORA! ou Prata Palomares” – Cia Guerreiro
Local: Galpão das Artes do Teatro Tom Jobim (Rua Jardim Botânico, 1.008, Jardim Botânico/RJ -2274-7012)
Gênero:Drama
Estréia: 07 de setembro, sábado
Temporada: até 21 de outubro, de quinta a domingo
Horário: quinta, sexta e sábado: 19h30; domingo: 18h30
Preço: R$ 60 (inteira) e R$ 30,00 (meia)
Classificação: 16 anos
Duração: 1h15min




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Hoje é Dia de Jabá - Por Marianna Kiss

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 A coluna no Cabana está indo muito bem e quero aproveitar o espaço para falar um pouquinho do meu trabalho como Personal Coach, além do meu Divã no Facebook – ou seja, jabá.



Bom, o Personal Coach é um profissional habilitado a estimular a sua autoestima, e te ajuda a alcançar metas pessoais e profissionais, e como sou consultora em sexualidade e escrevi o “Como ser uma Mulher Solteira” onde abordo assuntos como superação após uma separação, relacionamento e comportamento, acabei tendo demanda para o coaching de vida pessoal. Atendo tanto pessoas que desejam equilibrar suas vidas, quanto, pessoas que querem conquistar um amor – embora elas percebam que o grande amor de suas vidas são elas próprias -, passando pelas que querem emagrecer, dentre as que têm outros objetivos. Como vaidade, por exemplo, aliás, estou sempre atenta a agradar a todos com novidades e no último domingo eu troquei a roupa do meu site e ele está de visual novinho para todas se deliciarem: 


 Eu sou formada e certificada pela Sociedade Brasileira de Coaching, e também ministro cursos e palestras motivacionais. E com toda essa responsabilidade da consultoria e para atender com mais conhecimento os meus coachees eu estou cursando psicologia com o propósito de, em seguida, embarcar no mestrado em sexologia. 

Empreendendo cada vez mais no meu trabalho, eu criei a Fan Page Divã da Kiss, onde dou dicas quentinhas sobre o universo feminino. Na Fan Page eu lanço vários concursos valendo como prêmios kits de beleza, produtos relacionados ao universo feminino, além dos meus livros, claro! Citando os livros, o “Músicas de amor e outras sacanagens” está vindo aí e ele também inspira as minhas coluna.
E por falar em rádio... Esse mês eu fui convidada a apresentar um quadro no programa do Marcinho Tarja Preta da Escola de Rádio. Ou seja, todas as terças e quintas a partir das 19h você também pode conferir o Divã da Kiss no www.escoladeradio.com.br.

Bom, o último jabá é sobre as vendas do “Como ser uma Mulher Solteira”, se você ainda não o adquiriu entra no www.portalkiss.com e compre já o seu antes que acabe. Há quem pense que é um livro para mulheres solteiras, mas não é nada disso. Ele fala sobre o universo feminino e o novo conceito de mulher independente. Ficou curiosa? Então você não pode deixar de lê-lo.

Abaixo seguem meus canais de contato e mídias sociais para que você fique mais pertinho de mim. 

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Coluna Kiss: Cacique de Ramos

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        Um dia de sol, uma tamarineira, um índio ao fundo, uma emoção inexplicável, um frio na espinha. Reações e sensações desconhecidas ao se pisar pela primeira vez lá. Muito mais do que o bloco carnavalesco mais famoso do Rio. Muito mais do que o único que desfila na Avenida Rio Branco por três dias seguidos com mais de 10 mil componentes.  



 Muito mais do que roda de samba aos domingos. Muito mais do que o berço de compositores, ritmistas, músicos e cantores consagrados. Muito mais do que o refúgio de sambistas e artistas. Um verdadeiro santuário de arte e cultura. Um verdadeiro caso de amor. E muita história para contar. É assim, como num templo sagrado, que posso começar a relatar nossa primeira visita ao Cacique de Ramos.




Fomos muito bem recebidos. Primeiro pelo diretor Antonio Rosales Munhões. Serralheiro com orgulho estampado no rosto. Começou como mais um dos apaixonados do bloco, há 51 anos. Era um dos índios dessa tribo tão grandiosa do samba. Um dos fundadores da Torcida Jovem do Flamengo (1967). Que fique claro que futebol e samba não se separam, e daí o seu nome sagrado: Onça. Apelido que ganhou por ser muito amigo do Onça, Mário Felipe Pedreira, jogador do Flamengo na época. 

Depois um sorriso encantador e como num piscar de olhos, lá estava Katinha do Cacique, vestida de índia para nos conceder a entrevista. Alguns minutos depois, a rainha Evellyn Andrea, pergunta que roupa deve usar. “Sinta-se a vontade”, foi o que o André, o fotógrafo, respondeu. Seu carisma já a vestia de majestade, não faltava nada. 

Algumas horas de atraso, perdoáveis diante de tamanha curiosidade para conhecer o lendário Bira. E não era qualquer Bira, era o Bira Presidente, Ubirajara Felix do Nascimento, presidente do Cacique de Ramos. Eis que surge um jovem senhor, de vestimentas simples. De um perfume hipnótico e de uma forte simpatia. Sua idade contradiz totalmente com sua aparência e vivacidade, 76 anos que se jura ter no máximo 50. 

Bira fala de amigos do pai, ídolos que o inspiraram: Onório Guarda, Cartola, Donga, Pixinguinha. Fala de quem ganhou o primeiro pandeiro: Gastão Viana. Fala da musa inspiradora: sua mãe Conceição. Fala dos anos a frente do Cacique: 52. Fala do surgimento do bloco em 20 de Janeiro de 1961: o amor das famílias Felix do Nascimento, Oliveira e Espírito Santo, pelo samba. Fala das primeiras rodas: Bar Ferro de Engomar e Bar do Arlindo. Fala do padroeiro: São Sebastião, Oxossi. Fala da escolha do nome desse grande movimento cultural: um pedido espiritual e a homenagem aos índios desse Brasil esquecido. Fala dos cinco guerreiros que colocam o carnaval na rua todos os anos: Onça, os também diretores Ronaldo e Neca, o vice-presidente Waltinho e o amigo Braço. E daí começa a citar a família que constituiu ao longo dos anos: “tio” Zeca, Galdino, Luiz Carlos da Vila, Marina Morena (mulata do quarto centenário pintada por Di Cavalcanti), Dominguinhos do Estácio, Noca da Portela, Almir Guineto, Marquinhos Satã, Arlindo Cruz, Sombrinha, João Nogueira, Bento Jóia e de alguns outros que fizeram “faculdade” por lá: Dudu Nobre, Jorge Aragão, Neguinho da Beija-Flor, Jovelina Pérola Negra, Emílio Santiago... até a jornalista Glória Maria já foi rainha de bateria de lá. Foi do Cacique também que nasceu o grupo Fundo de Quintal, no final da década de 70.

A história do Cacique não foi marcada só por nomes famosos do samba. É relato de uma luta que enfrentou muitas ordens de despejo: o Cacique sempre se sustentou com a venda de camisas e fantasias no carnaval, passou por vários endereços e só agora recebe uma ajuda da Prefeitura. “Parece muito, mas um milhão é pouco para levantar o Cacique. O investimento vai reformar a quadra e construir um centro cultural e um grande ginásio... muitas crianças como o Gabrielzinho do Irajá vão se formar aqui.”, desabafa Bira. O presidente também ressalta a iniciativa que Marco Antonio Cabral, filho do Governador, tem de realizar um sonho do avô: tombar o Cacique de Ramos como patrimônio histórico. “É um reconhecimento mais do que merecido”, se emociona Bira.

E quem gosta de um bom samba pode freqüentar as rodas do Cacique, todos os domingos a partir das 18h. 







Fotos: André Costa



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Coluna Kiss: Nan Soares

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 Quem melhor para escrever para o coração de uma mulher senão uma?

 Sensível e de uma paixão pela vida transposta em um largo sorriso que transformou a entrevista em um momento mágico. Foi assim o meu encontro com a escritora Nan Soares... Será que dará um conto? Risos. 

 Carioca da gema e de Del Castilho, Nan, além de escritora sempre, trabalhou na doce companhia das letras. Ela é revisora de textos e já exerceu a função em jornais e agências de publicidade, como editora e, também, como ghost writer. Descobriu-se escritora na adolescência, pois sempre gostou de um papel em branco, um pedaço de parede, para desenhar ou escrever. 

Nan entrou no mercado Homocultural com força total, embora não tivesse a pretensão de se tornar escritora. Ela confessa que sua ex-namorada era amiga de uma das donas da editora – Metanoia - e fez a ponte. A editora se interessou e o primeiro livro saiu. “Foi uma experiência bem interessante como escritora, porque me dei conta de que posso escrever sobre qualquer assunto, contar histórias, ainda que não sejam as minhas. Escrever sempre vale a pena”, sorri modestamente. Além do “Mulheres em contos e encontros” ela está prestes a lançar o “Damas”. Segundo ela, o “Damas” foi escrito primeiro, mas era um livro que não contemplava o público homo e precisou ser adaptado a pedido da Metanoia.  


Eu defino o “Mulheres em contos e encontros” como um pote de chocolate... Doce e delicioso. Mas a minha opinião não conta e eu pedi que a autora o descrevesse:

“Falar sobre um trabalho pra mim é fazer uma releitura de vida, de momentos... Enfim, o livro inicia com dois contos e o restante são poesias. O legal de escrever é que fui amadurecendo ao longo desse processo. Coloquei nele dois contos. O primeiro com o título de outro livro meu. O segundo fala de um amor virtual, bem interessante. O que sei dele é que as pessoas que o leram gostaram, e nem todas são homossexuais. Na verdade, quando escrevo assumo o papel de relatora das personagens. É como se eu apenas emprestasse-lhes o dom de ser um mero instrumento da criação, pois têm coisas minhas que ao relê-las me pergunto: fui eu que escrevi? Tem uma poesia referente ao livro Flores raras e banalíssimas, de Carmen Lucia Oliveira, que fala da relação em Elizabeth Bishop e Lota Macedo Soares, assim como a criação do Parque do Flamengo. Outra fala de Baudelaire e Bukowski. Fala de amores idos e de amores vindos.”
 Cada livro sempre tem um pouco da vida do autor, mas Nan defende que o “Mulheres em contos e encontros” não é autobiográfico, embora ela confesse que sua inspiração veio de coisas que ouviu e viveu e das leituras que fez das pessoas ao longo da vida: 

 “Quando escrevo, nem sempre falo de mim ou das minhas experiências, simplesmente escrevo. Mas é claro, também, que tem muito de mim, pois tem minha emoção e total doação ao ato de criar. Minha inspiração vem, às vezes, dos mínimos detalhes, como cheiros, imagens, uma cena, lembranças, vontades.”

 Com relação a sua homossexualidade – tema principal do Amor Livre –, ela teve uma infância de moleque, pois jogava bola, andava de bicicleta e era a única menina no meio de seis primos. Líder nata, ela nunca teve medo de ser ela mesma e não teve crise de identidade ou dúvidas quanto à homossexualidade. Nan nunca fez questão de levantar bandeira, ou precisou impor sua opção sexual, pois sempre foi uma pessoa reservada, brincalhona e respeitava a opinião alheia. Entretanto, ela reconhece o quanto foi difícil assumir para a família. “Dificuldades sempre têm, porque a família não aceita. Acha que você precisa de tratamento psicológico. Quando chegou o momento, simplesmente me revelei para minha mãe e não foi fácil, mas venci esta etapa pelo respeito, pois sempre respeitei minha família. Minhas relações amorosas foram sempre com mulheres e em relação aos amigos ou à família sempre fui eu do meu jeito, simples assim, a ponto de ser convidada para ser madrinha de casamento do meu primo e a noiva dele dizer em alto e bom som para toda família que eu poderia ir de calça jeans, mas que eu fosse e aí eu comprei um conjunto rosa Pink de saia e blazer, meia de seda, scarpin, bolsa e maquiagem e, confesso, era a madrinha mais linda sem o menor problema, pois fiz por amor (colocar saia e maquiagem)”. 

 Com relação à nova produção, o “Damas” é uma história de vida de pessoas comuns, homossexuais e heterossexuais, que têm profissões, conflitos, anseios e desejos. Nan não se limita a escrever somente para o público LGBT. Ela escreve sobre tudo que a inspira como escritora, poeta, letrista. “Posso escrever sobre política, aliás, desde que comecei a escrever, a long, long time ago, não tinha a intenção de publicar para o segmento homossexual”.  

 A escritora comenta também sobre a abertura da homocultura, dizendo que o mercado gay está em franca expansão no mundo, e é uma oportunidade para acabar com tabus e preconceitos. “Esta mudança de paradigma já se faz urgente há um tempo, só que agora a questão eclodiu na forma da legalização das uniões homoafetivas, e a literatura é apenas um arcabouço para o contexto, a meu ver. O mundo clama por mudanças, desde que o mundo é mundo!”.
 Nan poetiza até para transmitir uma mensagem ao público que deseja seguir a carreira de escritor... “Entregar-se à criação como a musa e companheira, pois que é um momento ímpar”.

 E para terminar... Eu já era fã antes da entrevista e ganhei um livro. Desejei escolher um conto para ilustrar o post, mas são tantos os prediletos que deixei a Nan escolher um, especialmente, para você:
“Saí a procurar...

Levantei da cama no meio da madrugada e saí à noite a procurar.

Passei pelo Face, mas não tinha mensagem.

Fui ao Skype, mas só a sombra do seu rosto off-line.

Chequei o e-mail e nada!

Celular nem pensar, só dava caixa postal.

Onde mais poderia procurar?

Queria tanto poder lhe falar, quem sabe lhe ver por um instante que fosse, e cheguei à conclusão de que na era tecnológica o melhor é silenciar e não postar palavras frias que magoam e podem machucar terrivelmente a quem as lê, pelo simples motivo de se estar frustrada, confusa...

Como voltar atrás? Pedir desculpas... Por um ato de insanidade e loucura?

O bom é que estou tomando consciência dos erros...

Peço perdão a Deus por agir assim, rezo por nós, apago a luz e tento dormir.”

E você, vai resistir?


Por Marianna Kiss



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DE REY A REI - Por Marianna Kiss

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Continuando a dobradinha de escritores… Meu muso de hoje é Reynaldo Araújo – quem é Rey nunca perde a majestade -, um mineirinho de 21 anos, que mora no Rio, há dois, e brinca com o imaginário de todos que querem ser Scarlet e Oscar ao mesmo tempo.

 Rey – acho mais charmoso chamá-lo assim – entrou no mercado homocultural com força total e se justifica dizendo que queria dar uma inovada na literatura. “A maioria dos livros com temática homossexual que eu conheço exploram mais o lado erótico, deixando outros temas, como família, sociedade e aceitação, de lado. Quando comecei Scarlet fui criticado em vários pontos, mesmo assim não hesitei em inovar, foquei mais nos problemas pessoais da personagem e dei pouca atenção aos momentos sensuais do romance”, explica ele.



  Seu primeiro livro,Scarlet, narra a vida de um adolescente, de cidade pequena, que cresceu em uma família preconceituosa. Oscar começa a se descobrir menina e se mostra insatisfeito com o corpo de garoto desde as primeiras páginas da obra. Ao se deparar com o mundo gay e se ver inúmeras vezes com os sentimentos feridos após tentativas frustradas de viver um grande amor, ele decide se transvestir e acaba se envolvendo em uma grande fantasia com um militar, heterossexual. Esse e mais outros motivos o fazem ficar indeciso e ele traça o conflito de um garoto que fica completamente perdido em sua identidade sexual. E você? É Oscar ou Scarlet? Risos.

 O escritor garante que o livro não é autobiográfico. E que também não foi inspirado em ninguém. Ele queria fazer algo diferente, que pelo menos nunca tivesse sido visto no mercado literário homocultural. “Então criei o personagem, a sua personalidade, e outras personagens que o cercariam. Em seguida, criei o drama e o enredo. Por fim, me coloquei na perspectiva da personagem e comecei a traça-la baseando em como eu me sairia naquelas situações”, ele conclui.

  Diferente de Oscar, Rey não sofreu preconceitos no âmbito familiar. “Eu costumo dizer que tenho a melhor família do mundo, pois nunca sofri nenhum tipo de preconceito em casa ou por qualquer parente que seja”, ele sorri e acrescenta que a homossexualidade é um tema natural, mesmo porque tem dois primos gays, que também são bem aceitos por todos.

Já escrevi sobre esse tema antes. O apoio familiar é fundamental para a vida de um homossexual e evita diversos problemas comportamentais futuros e de autoestima. No caso do escritor isso ajudou muito e ele se considera uma pessoa muito bem resolvida – risos – e sem crise de identidade. E acrescenta:

“Quando somos novos tudo é novidade, a gente tem medo de tudo, a gente pensa no que pode acontecer depois, no que nossos pais farão, se eles ‘morrerão’ de desgosto. Tudo isso passa na cabeça de um jovem que começa a se descobrir gay. Comigo não foi diferente, eu tinha medo do que meus irmãos pensariam e no que os amigos deles comentariam… No que minhas tias e tios falariam… Tudo isso passava pela minha cabeça. Eu sempre senti medo de tudo, mas graças a Deus, meus amigos e família me aceitaram de braços abertos, no início foi complicado para a minha mãe, mas depois ela acabou aceitando que orientação sexual não está interligada ao caráter, e sim no ser ou não.”

  Reynaldo não parou no Scarlet. Ele e mais cinco autores – Alexandre Calladini, Christian Petrizi, Davy Rodrigues, Léo Rossetti, Occello Oliver – escreveram Censurado – Sexo, taras e fetiche, lançado em maio desse ano. O livro é uma reunião de contos eróticos gays escritos com foco no público LGBT. Alexandre e Occello fundaram o projeto e o selo “Lado B – edições”.




 Agora está a caminho o Fora do meu aquário, ainda sem data para lançamento. Mas sobre esse, Rey faz mistério, “tenho mantido em segredo todo o conteúdo desta nova obra. Assim como fiz com Scarlet, o conteúdo só será divulgado no dia do lançamento. Só posso adiantar que o livro é uma reunião de crônicas sobre situações pelas quais passei ou muitas até então inventadas por vontade de ter passado”.



 Hummmm… Pergunto se há algum fato de sua vida escrita em algum de seus livros, ou algum fato real que
ele tenha transformado em ficção… Ele instiga a minha e a sua curiosidade, “O Fora do meu aquário está recheado com estes temas. Segredo!”.

Gente… Quando eu falo que todo mineirinho é uma gracinha, eu não exagero. Rey é pura simpatia. E ele escreve e desenha quadrinhos, desde pequenino e começou na literatura aos 17 anos. Nunca mais parou! E seus fãs agradecem. Ele ganhou vários após os dois primeiros livros. “É sempre gratificante uma pessoa do outro lado do Brasil te adicionar em redes sociais, mandar e-mail, ou uma mensagem dizendo que adorou a sua escrita, que seu livro, ou texto a ajudou, ou que se identificou totalmente com o que você passou e escreveu. Meus leitores são todos uns lindos… Amo todos… Se pudesse trazia todos comigo para onde quer que eu fosse”.

Leve-me então Rey, porque li o Scarlet e sou mega fã. E detalhe, pessoal: conheço cada cantinho do Fora do meu aquário, pois eu fiz a revisão ortográfica. Beijo pra mim!
O escritor acrescenta… “Acho que o mais gratificante é quando fazem alguma crítica construtiva, mas nada chega aos pés de quando eles torcem por algum personagem, pegam suas mágoas e dores, e mergulham na história com tudo”.

Ele finaliza e manda uma mensagem bacana para quem quer seguir essa carreira:
“Todo mundo possui o dom para a escrita, o diferencial é quando nós, munidos de coragem, conseguimos colocar todo o nosso sentimento para fora, invertendo-os em palavras para que, lendo, outras pessoas se identifiquem com aquela estória e se questionem muitas vezes se é algo real ou ficção. Se você possui isso, parabéns, não desista, vá em frente. Registre o seu trabalho, e em seguida, o apresente para editoras e escolha a que mais se enquadre com o seu perfil e a que mais te favorecerá”.

Querem saber mais sobre meu mineirinho predileto? Acessem o site e fan Page:


www.reynaldoaraujo.com

facebook.com/ReeyAraujo

twitter.com/X_reey

blogdoorey.blogspot.com



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