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Evento Inesquecível - Por Maud

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 Esta semana não terei como falar em outra coisa senão na bienal que se foi. E mais do que um simples texto para um blog, as palavras a seguir são um agradecimento genuíno a cada um dos citados.
A bienal de 2013 foi minha primeira como autora. E não poderia ter sido melhor. Fiz o lançamento da minha primeira obra “Medo do Escuro”, que teve um sucesso maior do que eu esperava. Eu estava pronta para levar, no final do evento, vários exemplares para casa (que já tinham endereço certo, tal a quantidade de pedidos que recebi antes da feira), mas me surpreendi ao carregar facilmente os 4 restantes (1 deles vendido no caminho). Saber que meu livro foi o primeiro a ser vendido no estande da Editora Modo nesta bienal foi motivo de orgulho. Não ter sobrado nenhum exemplar para mim, mesmo com a quantidade grande que foi disponibilizada, é motivo de muita alegria. Agradeço a cada um que compareceu ao estande e acreditou que aquela obra de 143 páginas valia a pena. Agradeço também àqueles que compraram pelo site da editora e àqueles que não puderam comparecer ao evento.

Considero que minha carreira literária começou em 1993, com as primeiras linhas que escrevi aos 14 anos num caderno de 200 folhas. Mas aquele 7 de setembro de 2013, 20 anos depois, ficará na minha história como a data que consolidou um sonho, uma esperança, uma vida. Uma data inesquecível.
Não consegui chorar de emoção, não consegui raciocinar direito. Eu estava no modo automático. Tanto que a dedicatória foi igual para todos. Peço que me desculpem quem esperava uma atenção diferenciada e peço que compreendam que, naquele momento, eu estava anestesiada, chegando a esquecer nomes de algumas pessoas que convivem comigo. Prometo melhorar nos próximos lançamentos.

A resposta dos leitores está chegando muito rápido e está sendo extremamente positiva. E isso é o melhor de tudo. Todo o trabalho é feito para o leitor, pensando na resposta dele à história escrita. É esse retorno e esse carinho que o escritor busca para continuar sua jornada. O leitor é a razão de ser de qualquer escritor. É nisso que acredito.

Esta bienal também foi motivo de outras alegrias. Conheci vários escritores e blogueiros que eu só conhecia pelas redes sociais. Conheci amigos muito especiais que descobri serem reais – amigos de verdade. É difícil citar os nomes de todos que conheci, mas preciso apontar alguns maravilhosos que fizeram desta bienal os dias mais felizes de que tenho lembrança.

Escritores que conheci pessoalmente e que adorei: Janaína Rico, Mallerey Cálgara, Tammy Luciano, Eleonor Hertzog, Raul Zambello, Fabiana Cardoso, Lhaisa Andria, Paula Vendramini, Mila Wander, Maribell Azevedo, Márcia Rubim, Adriana Vargas, Suzy M. Hekamiah, Adriana Brazil, Gislene Vieira, Luciane Rangel.

Escritores que eu já conhecia, admirava e respeitava e, depois da bienal, mais ainda: Lycia Barros, Adriana Igrejas, Edson Gomes, Ben Green.
Escritores queridos que reencontrei: Cristiane Broca, Thayane Gaspar, Roxane Norris, Anna Leão, Monique Lavra.

Amigos amados da literatura e que estiveram ao meu lado nesse momento importante: Fábio Abreu, Lucas Odersvänk, M. F. Venceslau, Lu Franzin, Cristiane Broca. Amigos que eu conhecia apenas virtualmente, mas que estava louca para conhecer de verdade (e também tiveram presença marcante): Glau Tambra, Adriana Ramiro, Pâmela Vital. Como foi maravilhoso conhecer vocês!
Mas também saí triste por não ter conhecido alguns grandes nomes que estavam lá, mas não encontrei: Ahtange Ferreira, Camila Dornas, Vanessa de Cássia, Elysanna Louzada, Raphael Montes, Samanta Holtz. Mas haverá outros eventos, outras feiras, outras bienais.

Alguns autores fizeram falta nesta grande festa literária: Robson Gundim, Ju Lund, Vanessa Bosso, dentre tantos outros. Espero poder encontrá-los em breve.

Vou destacar a ajuda valiosa dos amigos e escritores Fábio Abreu, que virou meu marqueteiro oficial, apresentando o livro para quem passava, e Lucas Odersvänk, que virou um guarda-costas de plantão! As meninas que trabalharam no estande da Modo, Bruninha e Suzana, também fizeram a diferença.

E o que dizer de outras 2 figuras da minha vida e que estão a anos-luz do meio literário? Meu namorado Lincoln Ribeiro virou fotógrafo. E minha mãe, mesmo com problemas sérios de coluna, dançou e cantou no meio do corredor com “Medo do Escuro” nas mãos. A cena foi inesquecível.

Com o fim de mais uma bienal, vem o balanço do evento. Quantos livros comprei? Quantas pessoas conheci? Quantas fotos tirei? Quanto gastei com estacionamento, entrada, comida...?
Minhas contas nesta bienal são intermináveis, mas cada centavo valeu a pena e foi muito bem empregado. Comprei menos livros que na bienal de 2011. Em contrapartida, adquiri bem mais títulos nacionais. Enquanto em 2011 comprei 28 livros, sendo apenas 2 nacionais, neste 2013 comprei 26 livros, sendo 12 nacionais. Um crescimento espantoso.

Em prol desse crescimento, alguns escritores nacionais fizeram uma manifestação linda no dia 7 pelos corredores da bienal. A passeata foi pelo autor nacional, por mais respeito, por mais espaço, por mais dignidade. O escritor brasileiro tem talento e precisa ser reconhecido, tanto pelos leitores quanto pelas editoras. Parabéns a Janaína Rico pela iniciativa e pela organização do movimento.

Sem dúvidas, a bienal de 2013 vai deixar saudades...

E que venha 2014. São Paulo que se prepare...


Para o E.C. Rezende o Evento Ficou Marcado de Forma Diferente, Confira Aqui! 


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Inspiração - POR MAUD EPASCOLATO

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 Quando estava lá com meus 20 anos de idade, comecei uma história dentro de outra história. A literatura era um hobby e um sonho distante. Mas a falta de inspiração era a mesma que acometia os grandes escritores.

 Mesmo me obrigando a escrever, a ideia para o enredo de um conto não parecia próxima. Então comecei a escrever qualquer coisa, qualquer frase; eu precisava de algo que acendesse uma luz em minha mente e que permitisse uma sequência. Pensando assim parece até fácil, não é? E é!!
“Ele abriu a porta devagar...”

 Essa foi a frase inicial. E como seria a sequência dessa frase? Pode ser qualquer coisa. Ele pode encontrar apenas a escuridão de um aposento vazio atrás daquela porta, pode sentir o cheiro do café feito pela mãe, pode encontrar um corpo estirado sobre o assoalho da sala... As possibilidades são inúmeras e depende do foco que o autor quer dar a essa cena.

 O personagem pode ter chegado do trabalho cansado, pois teve um problema com o chefe. Pode ter voltado de uma longa viagem, com malas pesadas, e está louco para saborear a comida caseira da esposa. Ele também pode ter sido assaltado no meio do caminho. Por que não? Continuar a frase, citando o que ele encontra atrás da porta e as lembranças dele até ali já dá alguns bons parágrafos ao autor. Não custa tentar. A imaginação pode levá-lo a lugares longínquos e inimagináveis.

 Muitos escritores em início de carreira (e eu me incluo nessa categoria) esperam que a inspiração advenha não sei de onde, enviada por um vento que lhe acometa o rosto e acenda a luzinha que estava apagada. Ou então que Deus lhe mande mensagens codificadas que possam se transformar em belas frases, cheias de significados e que se manifestem de forma coesa na tela do computador (ou nas páginas pautadas de um caderno).

 A inspiração não é a chuva que bate na sua janela ou um cometa que rasga o céu de madrugada. Não é uma criança travessa que lhe cai no colo e lhe diz o que deve fazer numa momento de resignação. Não é uma professora exigente que o coloca de castigo sempre que você se esquece de fazer a lição de casa.

 A inspiração seria o sopro divino, um ato quase sobrenatural enviado por anjos sentinelas sempre alertas para nos salvar num momento de aflição ou insegurança? Seria isso verdade ou estou me utilizando de um jogo de palavras para explicar o inexplicável?

 Segundo o dicionário, a inspiração é o estímulo ao pensar ou à capacidade de criação de artistas, escritores; o resultado de uma atividade que teve o estímulo da inspiração. Nada melhor do que você mesmo se dar esse estímulo para continuar escrevendo, sempre.


 Na verdade, a inspiração não passa de um ato humano que faz o escritor capaz de sentar na frente de um computador e simplesmente começar a escrever. É não se acomodar com “não ter inspiração”. É se curar da preguicite crônica e colocar a cabeça para funcionar. É ler uma vez apenas as dicas de outros escritores para alcançar a inspiração e começar a buscá-la de todas as formas possíveis.

A dica é uma só: ESCREVA!

 A preguiça, muitas vezes, nos impede de ver o óbvio. Quando pensamos em arrumar uma gaveta, acabamos arrumando o armário inteiro, pois estamos com a mão na massa. Que tal tentar fazer isso com o ato de escrever também? É muito simples. Comece apenas com uma frase. Quando se der conta verá que conseguiu escrever um capítulo inteiro num momento “sem inspiração”.

E então? Vamos tentar? Eu me comprometo a fazer isso sempre para lhe servir de inspiração e estímulo. Ah, você não precisa de inspiração e estímulo para escrever? Que bom! Então saia da internet e vá escrever.

Antes que perguntem, esse texto foi escrito num momento de total falta de inspiração.




Maud Epascolato é escritora de terror e suspense, leitora e revisora de textos, autora da antologia de contos “Medo do Escuro e outras histórias” (a ser lançado na bienal do RJ/2013), dos contos “Tempestade de Dezembro” e “Encontro com a Morte” e do romance “Morango Silvestre”. Faz parte dos Autores Nacionais (AN), da Associação Nacional dos Escritores Brasileiros (ANEB) e do Clube dos Novos Autores (CNA).

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O Escritor Nacional - Por Maud Epascolato

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Olá, leitores do blog Cabana do Leitor.


 Quando fui convidada pelo Edilson para escrever para o blog, confesso que senti um frio na barriga. Isso porque considero uma responsabilidade escrever para tantos leitores. Sendo eu uma escritora (em início de carreira, é verdade!), não poderia escolher outra temática para a coluna que não a literatura. E como esse tema é extenso! 

Resolvi aceitar o convite. Seria um novo desafio. Embora eu esteja engatinhando no mundo literário, falar um pouco desse meio é muito enriquecedor. 

Escolhi como assunto do primeiro texto o ESCRITOR NACIONAL – esse ser neurótico, dotado de criatividade e sonhos, que experimenta uma gama de emoções e está sempre disposto a surpreender o seu leitor. 

Mas quem é o escritor nacional? 

É uma pessoa comum, como tantas com quem você esbarra por aí. Talvez mais centrado, mais sonhador, mais introspectivo, mais teatral, mais louco. Ou talvez não. Ele está em supermercados, ônibus, metrô, cinema, museus e baladas. A maioria possui uma vida dupla (com o perdão do termo). Sim, eles trabalham em outras funções e escrevem suas histórias nos períodos livres, nas madrugadas silenciosas. Ainda são poucos os que fazem unicamente da literatura suas vidas. Mas certamente viver da literatura é o sonho de todos eles! Trabalhar com o que se gosta é o sonho de todo ser humano. 
E o escritor é um ser humano... Fascinante! Encantador! Encantado! Com um dom concedido por Deus. 

Pois só Ele para conceder um talento sublime a um reles humano sofredor, que luta, que acredita! E que não pode desanimar diante de tantas arbitrariedades. O escritor nacional não tem o glamour dos estrangeiros, mas tem a garra do brasileiro, a força e a esperança de, um dia, ter seu livro na lista dos mais vendidos, de tê-lo traduzido e valorizado em seu próprio país. 

A batalha para ser lido em um país carente em educação é árdua. O problema da leitura vem da base, da educação. O preconceito a ser vencido é cultural, está enraizado no brasileiro, que valoriza mais o que vem de fora. Mas falar sobre educação e preconceito literário já são temas para outras postagens.

Então, leitor brasileiro, olhe a sua volta. Você encontrará uma variedade enorme de escritores competentes, criativos, de talento nato – e brasileiros de coração. Muitos nacionais são bem melhores que estrangeiros, mas não recebem o devido valor. Vença o preconceito e leia um autor nosso. Verá que qualidade nós temos de sobra; falta apenas o marketing e a oportunidade de estar num cantinho da sua estante, pronto para ser devorado e degustado como merecemos. Como você, leitor, merece.  

Em suma, o escritor nacional é um sonhador talentoso e crente de seu potencial, que batalha por um lugar nas prateleiras já abarrotadas de nossas parcas livrarias. E digo isso com conhecimento de causa. 
“Para o alto e avante!”, como diria o Superman, pois nós, escritores brasileiros, também somos super-heróis...


Maud Epascolato é escritora de terror e suspense, leitora e revisora de textos, autora da antologia de contos Medo do Escuro e outras histórias (a ser lançado na bienal do RJ/2013), dos contos Tempestade de Dezembro e Encontro com a Morte e do romance Morango Silvestre. Faz parte dos Autores Nacionais (AN), da Associação Nacional dos Escritores Brasileiros (ANEB) e do Clube dos Novos Autores (CNA).

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