Resenha do Livro Veronika Decide Morrer

“Quando conseguiu quase tudo o que desejava na vida, chegou à conclusão de que a sua existência não tinha sentido, porque todos os dias eram iguais. E decidira morrer.”


Veronika Decide Morrer

Autor: Paulo Coelho
Páginas: 208
Editora: Planeta 
   
 Veronika é uma mulher jovem, de 24 anos, que vive e trabalha na biblioteca de um convento de freiras. Ela decide se matar no dia 11 de novembro de 1997, no quarto alugado lá mesmo, e então pega um punhado de comprimidos e resolve tomá-los um a um.

   “Era hora de ter orgulho de si mesma, saber que fora capaz, finalmente tivera coragem, estava deixando esta vida: que alegria!”
   


 Quando finalmente perdeu a consciência, acordou em Villete. Villete, o sanatório mais famoso da Eslovênia, onde todos que entravam nunca mais saiam.

   Logo descobre que não tem muito tempo de vida. Ora, mas não era exatamente isso que ela queria? A morte? Veronika queria uma morte sem dor e agora, ela morreria aos poucos, o que parecia extremamente horrível.

   Veronika conhece Zedka, uma mulher já vivida, que está em Villete por causa de sua depressão.

 Conhece muitas outras pessoas por lá, descobre um grupo chamado "A Fraternidade". São pessoas que na verdade, já receberam alta do hospício, mas preferem ficar por lá (no livro vocês entenderão o por quê delas quererem continuar por lá).

  Doutor Igor fora quem dera a noticia de que Veronika teria poucos dias de vida. Mas, no fundo, ele sabia que isso poderia não ser verdade. Ele estava testando a garota. Descobrira que no organismo humano existe o Vetríolo – ou Amargura –, que faz com que as pessoas se sintam infelizes e tudo o mais. Portanto, ele resolveu testar um medicamento que fosse eficaz contra essa tal de Amargura e, sem Veronika saber, seus dias de vida iam aumentando consideravelmente, mas ele não sabia se tudo aquilo ia dar certo.

   Veronika conhece muitos outros loucos no hospício, entre eles Eduard, um jovem esquizofrênico por quem sente atração.

   “(...) – Eu vim a este mundo para passar por tudo o que passei, tentar o suicídio, destruir meu coração, encontrar você, subir até este castelo e deixar que você gravasse meu rosto em sua alma.”

   Comprei esse livro por pura curiosidade. Nunca tinha lido um livro do Paulo Coelho e desse eu gostei. Há partes depressivas sim, mas o livro em si é bem filosófico: Paulo tenta transmitir suas concepções sobre a loucura, sobre a vida humana, sobre os caminhos que escolhemos na vida, sobre a realidade, sobre a importância da aparência no mundo atual. Afinal, os loucos são mesmo loucos? Ou seremos todos loucos por vivermos da maneira que vivemos? Por que seguimos a mesma rotina de sempre, por que há a mesmice, por que nos contentamos com o óbvio, por que não tentamos descobrir o sentido da vida?

  Loucos são aqueles que aceitam as coisas como são. Aqueles que vivem na sociedade e não opinam, apenas aceitam as coisas. 

   Aprendemos muito com o livro e descobrimos fatos sobre a vida do autor que são repugnantes. Há um pouco de Paulo em cada personagem – o vemos como Veronika, como Eduard, como Zedka... Apenas tem algumas partes que o autor nos leva para outra dimensão – se ela existe ou não, eu não sei, mas não acredito. Ele narra a parte em que uma personagem sai do seu corpo e irrompe para uma viagem astral, onde sua “alma” ficava “flutuando” por aí.

   Enfim, eu gostei do livro porque ele transmitiu ensinamentos que posso levar para a vida toda. Por mais estranho que pareça.



Esta Postagem é de Meise Renata, que escreve para o Blog: 



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