Percy Jackson + A Invocação do Mal - Por Diego Lanza

   Percy Jackson e o Mar de Monstros                                            (Percy Jackson: Sea of Monsters )
   - EUA , 2013 - 106 min.


Direção:  Thor Freudenthal

Roteiro:  Marc Guggenheim

Elenco:  Logan Lerman, Alexandra Daddario, Brandon T. Jackson, Leven Rambin,Douglas Sm

 Não li os livros de Rick Riordan (embora tenha os comprado na língua original), mas assisti o primeiro filme e até curti. Li a história em quadrinhos baseada no primeiro livro – que é bem diferente do filme, mas ainda sim achei a primeira película divertida. Os atores são inexpressivos, mas o filme divertia. Mas se no primeiro filme já tínhamos uma pasteurização da mitologia grega, aqui, isso fica ainda maior. As referências são reutilizadas de forma plástica e se encaixam no roteiro de acordo com a necessidade da história, não tem tanta importância em si como ícones. 

   A trama acompanha o jovem Percy Jackson já estabelecido no acampamento Meio-sangue. Contudo, ele não tem grandes destaques, mas já coleciona alguns rivais. Quando um Touro de Colquida consegue romper a proteção mágica do acampamento, Percy e os amigos partem em uma aventura em busca do velocino de ouro, um objeto místico que pode revitalizar a árvore mágica responsável pela proteção do acampamento. O que eles não esperavam era que um ex interante do Acampamento estaria atrás do mesmo objeto, e que quer trazer de volta o temido  Cronos, o deus pai titã, derrotado por Zeus, Poseidon e Hades há milênios atrás. 

  Aqui os atores continuam no automático, atuações dignas dos filmes do Disney channel. As situações evoluem como fases de um videogame, e a luta final com o chefão é bem coreografada e interessante. O final da película já abre espaço pro próximo filme, que não sabemos se sairá. Entre o primeiro e o segundo já houve uma grande demora, graças ao desempenho das bilheterias. A próxima aventura periga não sair, o que não chega a ser uma pena totalmente, pois os filmes não tem sido nada indispensáveis, mas divertem por algum tempo. 



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Invocação do Mal (The Conjuring)
EUA , 2013 - 112 minutos
Terror

EUA , 2013 - 112 minutos 
Terror

Direção: James Wan

Roteiro:  Chad Hayes, Carey Hayes

Elenco: Vera Farmiga, Patrick Wilson, Lili Taylor, Ron Livingston, Shanley Caswell, Hayley McFarland, Joey King, Mackenzie Foy


   Invocação do mal pega referência de grandes clássicos do terror como Exorcista, Poltergeist e do recente Atividade Paranormal, além dos grandes cânones do terror, como os fantasmas, a casa bizarra, o lado próximo, uma arvore, crianças e brinquedos bizarros. Mas toda essa colagem de referência casa perfeitamente bem num roteiro ótimo e muito bem escrito, que conta com excelentes personagens, que são igualmente bem estabelecidos pelo Elenco carismático e competente. 

   Temos um casal de protagonistas adorável, e não só por suas ações, mas pela docilidade das interpretações de Vera Farmiga (que ao meu ver já demonstrou ser uma ótima atriz) e de Patrick Wilson. Lily Taylor também entrega uma mãe perfeita. É do mesmo estilo das grandes mães vítimas dos grandes dramas de horror, e tem uma presença de cena maravilhos.

   Apostando mais num clima perfeito de tensão e suspense, e menos em sustos gráficos, a história ambientada na época de 70 (aliás, excelentes os cabelos, maquiagens e objetos em cena, a recriação da época é ótima) não nos permite desgrudar os olhos da tela. Desde a apresentação da história por trás da boneca de Annabelle – que funciona menos como objeto dramático e mais como fio condutor da explicação sobre os fenômenos que veremos à seguir, e que também ajuda a ilustrar o museu de objetos envolvidos em rituais e possessões – até o desfecho da história do casal assolado pelas paranormalidades da casa em Rhode Island, o roteiro constrói habilmente o climão intenso. As tomadas dentro da casa, que se transforma num pesadelo surrealista graças ao takes que se invertem – principalmente no clímax – auxiliam a todo o clima pavoroso. E toda a ambientação da casa, e seu interior, cheio de surpresas e lacunas secretas cria uma identidade própria aquele espaço, e não apresenta apenas mais um casarão assombrado. Nesse ponto, me lembrou um pouco a casa da primeira temporada de american Horror Story, principalmente a ideia de uma comunidade espírita que habita a casa, graças às forças demoníacas que ali habitam.

   O filme é tão tenso que esperamos uma grave desgraça após o final, mas o filme não entra na nova regra dos filmes de terror, com desfechos trágicos para seus protagonistas. Talvez porque a historia do casal de demonólogos Warren possua um bom potencial para se transformar em uma franquia – ao menos uma boa série de televisão sairia dali com certeza!

   A película já pode figurar entre as melhores obras de terror dos últimos anos – pra mim só perde para o Orfanato e o exorcismo de Emily Rose, e certamente foi uma grata surpresa para um gênero tão saturado como o terror, mesmo que não traga elementos ou mitologias novas. É um excelente trabalho e vai render bons sustos também! 






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