O Cabana Viu - Mama - Por Diego Lanza

MAMA (Mama, Espanha / Canadá , 2013 - 100 minutos)

Direção:
Andrés Muschietti



Roteiro:
Neil Cross, Andrés Muschietti, Barbara Muschietti




Elenco:
Jessica Chastain
Nikolaj Coster-Waldau
Megan Charpentier
Isabelle Nélisse
Javier Botet
Daniel Kash





Mama é a adaptação de um ótimo curta metragem, também do diretor Andrés Muschietti. E é nada mais do que o curta expandido. Qual a historia das meninas do curta? O que ou quem é a Mama? Isso tudo é respondido, mas de uma forma que particularmente não me agradou.
Nikolaj Coster-Waldau é um homem que segue numa busca desesperada pelo irmão ou pelas sobrinhas, que desapareceram na floresta após o pai, ensandecido, ter assassinado a esposa e raptado as filhas. O prólogo ilustra esta parte, e é um excelente prólogo. Depois, o filme comete uma sucessão de erros / furos chatos no roteiro. Os personagens são mal desenvolvidos – apesar da excelente caracterização e interpretação de Jessica Chastein como Annabel. A roqueira que vibra por não estar grávida, desenvolve com as meninas uma relação de obrigação, peso, fardo até criar um sentimento genuíno pelas meninas, que também é beneficiado pelas suas investigações do que é / quem é a mama, além de sua competição involuntária com a entidade.
 Entidade que, aliás, é uma xerox melhorada dos fantasmas cabeludos de o grito. Temos até uma cena de uma peruca fantasma sobrevoando o chão. Sim, risos, muitos risos.
 O filme engrena aquela clássica sucessão de investigações que culmina na descoberta do porquê a assombração terrível está lá infernizando a vida dos personagens. Mas todo o desenrolar é permeado por passagens que se tornam tolas: Os mofos na parede que quase não parecem trazer tanta preocupação... A gigantesca casa, perfeita como cenário de um filme de terror... Algumas mortes que perdem totalmente o significado... A forma novelesca como Os protagonistas lidam com tudo, até mesmo como o clímax vai se estabelecendo, com os clichês chatos e clássicos.

 O final é melancolicamente belo, embora também um pouco inacreditável, pois após provar ser mortífera, a Mama, sem nenhuma explicação digna, se torna complacente...
Em comparação com outra produção de Del Toro, o Orfanato (Nem quero comparar com O labirinto do fauno, pois Guilhermo foi o diretor, mas assim como em Mama, no’ Orfanato ele era somente produtor), Mama sai perdendo e muito. Não criamos a mesma simpatia que estabelecemos com os doloridos protagonistas do outro filme. Uma pena, pois a fábula de Mama e seus toques requintados e góticos dariam um filme melhor.

Por Diego Lanza



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