Afinal, de quem é a Ignorância?

 Hoje o Brasil vive um momento de transformação social, não falo das canetadas da Dilma para tirar 8 milhões de brasileiros da miséria, mas falo de algo mais social do que o econômico propriamente. Há um certo clamor popular ( ainda não se sabe de quem ) para que homossexuais possam ter os mesmos direitos que heteros sexuais tem ao casar. A revista Veja essa semana publicou que a mais recente pessoa do meio artístico a sair do "armário" foi Daniela Mercury, e na capa o título da reportagem "Casamento Gay" que ainda é tabu no Brasil. Os ativistas gays falam de homofobia e preconceito que segundo eles é praticado principalmente por evangélicos  ( vale dizer que a igreja católica também é totalmente contra ) porém Joelma da banda Calipso que se diz evangélica deu uma entrevista polêmica a revista Época, a entrevista deu tanto o que falar que até o seu filme foi cancelado por tais declarações "Anti-Progressistas".


 Vale relembrar que nos dois casos, tudo aconteceu de maneira tão distinta, Daniela foi tratada como diva e a mídia brasileira foi ao seu encontro e a apoiando por tomar tão grande passo rumo ao chamado "Progresso", mas com a banda Calipso, não foi bem assim, Joelma foi intitulada de homofóbica e preconceituosa, no Brasil parece que virou lei concordar com tudo que é imoral ( segundo a convicção de cada um ), se não concordar corre o risco de ser colocado como uma pessoa atrasada, que não entende das coisas, ser entendido e intelectual também não é aceitar diferentes opiniões? No Brasil temos um ativismo gay que diz que tudo é moral, mas imoral é discordar deles, não venho defender Felicianos, ele não representa o que diz que representa, não tudo pelo menos.

 No Brasil tudo é muito orquestrado, entendam, PSC é um partido pequeno, sem influencia, até era, mas com entrada do pastor na comissão ( que o PT rejeitou ) foi o caos, por possíveis declarações de racismo e homofobia por parte do mesmo, pois enquanto os ativistas protestavam, ferrenhamente, o Genuíno (condenado pelo mensalão) foi levado a Comissão de Constituição e Justiça ( vale lembrar que o G1 só exibiu uma nota sobre o caso , mas o pastor ocupa a primeira pagina todos os dias no site ), PSC é filiado ao PT, vocês não acham estranho que um pastor tão polemico tenha entrado em uma comissão justamente na mesma data que o PT nomeava pessoas condenadas pelo mensalão a comissão mais importante do parlamento brasileiro? Quem vocês acham que seriam alvos de protesto caso o pastor não tivesse entrado nesse barril de pólvora? 

 A mesma pergunta eu faço agora, porque eu tenho que concordar com  o casamento gay ? Não posso ter uma opinião diferente, quem pensa diferente do ativismo é massacrado, agora quem concorda e cortejado e venerado, que ativismo liberal é esse que quer ditar o meu modo de pensar?. Mas os evangélicos também devem entender que cada um também pensa diferente e devem se contentar com isso, agora o direito gay acaba quando o do evangélico começa e vice-versa. O que não pode é nós vivermos em uma Ditadura Gay e nem em Feudos Evangélicos. 

9 comentários:

  1. Concordo plenamente, sinceramente o mundo já está perdido kkk! Falou tudo!!!

    ResponderExcluir
  2. Muitoo bom ! 'direito gay acaba quando o do evangélico começa e vice-versa' super concordo :)

    ResponderExcluir
  3. Gostei, mas gostaria de opinar sobre dois pontos; No caso da Joelma o que ela fez foi comparar os gays com drogados. E quanto ao dito casamento gay, creio que todos tem os mesmos direitos sim. Acredito que no final o bom senso vencerá.

    ResponderExcluir
  4. O que realmente não pode é haver desrespeito, seja lá entre homens e mulheres, gays e evangélicos. No final das contas somos todos humanos. Afinal,um casal gay não deve se expor tanto, da mesma forma que um casal hétero também não, porque vai ser tão difícil quanto um pai explicar para uma filha o que são aquelas duas mulheres se beijando ou o que são aquela mulher e aquele homem. Amar, respeitando o próximo, não pode e nem deve ser proibido.

    ResponderExcluir
  5. Queria saber por que as pessoas ditas (héteros) se preocupam tanto com a união homo-afetiva... E a política, não pode ser permeada por religiosos... ^_^

    ResponderExcluir
  6. Penso assim… Todos tem o direito de ser feliz, cada um na sua, respeitando a individualidade de cada um.

    ResponderExcluir
  7. Ainda bem q tem gente q abre a boca sem medo e fala...
    É isso aí... Compartilhem o texto e divulguem!!!!

    ResponderExcluir
  8. Peço perdão ao autor do artigo (quem o escreveu?), mas considerei o texto lamentável. Ele não percebe a nuance que diferencia os argumentos gays e evangélicos e, equivocadamente, acaba equiparando-os.

    Antes de mais nada, minha posição sobre o assunto é a seguinte: sou totalmente favorável à absoluta igualdade de direitos civis entre heteros e homossexuais. Os integrantes de ambos os grupos formam famílias, coabitam em uniões estáveis, formam patrimônio em conjunto com seus respectivos companheiros, têm necessidade de pensionamento quando o parceiro morre, nutrem o desejo de criar filhos etc. etc. etc. Então, não faz sentido o primeiro grupo ter todos esses direitos garantidos plenamente pelo estado enquanto o segundo goza apenas de "meios direitos" (direitos pela metade), como se fossem cidadãos de segunda classe.

    O que o articulista e muitas pessoas juridicamente ignorantes parecem não compreender é que não existe essa conversa de, por estarmos em uma democracia, uma maioria poder opinar sobre direitos civis de minorias. Direitos civis (e é isso o que os gays querem ter equiparados aos heteros) não são objeto de votação. O que a democracia garante à maioria são escolhas políticas, não a determinação de quem pode ou não exercer determinado direito individual. Assim, a maioria pode escolher se o presidente do país será o Lula ou o Serra, mas não pode escolher se as empregadas domésticas poderão ou não subir no elevador social. Isso é “invotável”. Pouco importa se 99% da população quer obrigar as empregadas a usarem apenas o elevador de serviço. Essa restrição viola o direito civil de um grupo e não pode, de forma alguma, ser objeto de escolha da maioria.

    Essa história de “ditadura gay” é ridícula. Os gays não querem impor seu modo de vida aos heteros. Querem apenas exercer o seu modo de vida livremente, o que é totalmente diferente.

    Agora, falemos dos evangélicos. Esse grupo deseja restringir direitos de um grupo com base em dogmas religiosos. Isso, claro, é um absurdo, principalmente se levarmos em conta que estamos em um estado laico. O único argumento que os evangélicos têm para defender a bandeira antigay é que Deus não quer a união homossexual e que isso está na Bíblia. Ora bolas, se eles acham que Deus quer isso ou não quer aquilo outro, eles que sigam esses achismos dentro de suas casas, sem prejudicar ninguém. O que um estado laico não pode permitir é que eles imponham suas ideias religiosas a toda sociedade. Isso, sim, seria uma forma de ditadura. Eles dizem: “nós acreditamos que homossexuais não podem se unir e queremos que TODOS sigam essa ideia”. Já os gays não querem impor ditadura nenhuma. Eles não dizem “queremos que todos sejam gays”, mas simplesmente “queremos que todos respeitem os direitos civis que naturalmente decorrem de nossas uniões afetivas, assim como acontece com os heteros”.

    ResponderExcluir