Oz - Mágico e Poderoso - Por Diego Lanza
(Oz - The Great and Powerful) - EUA , 2013 - 130 minutos
Direção:
Sam Raimi
Roteiro:
Mitchell Kapner, David
Lindsay-Abaire
Elenco:
James Franco
Michelle Williams
Rachel Weis
Mila Kunis
Zach Braff
Bill Cobbs
Tony Cox
O Mágico de Oz é um filme baseado no(s) livro(s) de Frank L. Baum. Sim
ele não escreveu mais de um, e sim uma série (12) que depois foram continuados
por mais escritores. Recentemente, Gregory Maguire
deu continuidade as historias de oz com seu livro Wicked. Oficialmente o livro
contaria a historia da bruxa má do oeste (que nesta versão se chamaria
Elphaba), desde sua juventude sofrida e “bullyingnesca”, até os eventos que a
levaram a se tornar tão má. O livro se passaria anos antes da visita de Dorothy
até momentos depois que ela deixa Oz. Esse livro tornou-se até um musical,
absolutamente rentável para a Broadway.
Por que estou falando
disso? Porque o livro de Maguire conta uma versão do passado da bruxa (no filme
e no livro original não possuía nome), mais famosa por sua versão esverdiada do
filme original – que aliás não tem muito a ver com o livro, por exemplo, as
próprias bruxas más, que nem sequer eram irmãs e muito menos verdes. Ou seja, o
imaginário da bruxa e de Oz segue o padrão estipulado pelo filme da MGM. E por
contrato, a Disney, que diz ter se baseado nos livros de Baum não poderia
citar. Contudo, o filme que aqui comento possui a bruxa verde, que voa na
vassoura e possui um chapéu preto pontudo, além das roupas pretas. Mas sua
origem difere totalmente da versão criada pelo livro e musical Wicked. Além
disso, em minhas pesquisas, pouco encontrei de referencias ao passado da bruxa
nos livros posteriores que Baum escreveu – pelo contrário, ele fala muito mais
de Glinda, por exmeplo.
Enfim, problemas
contratuais à parte, me incomoda o fato de uma historia tão emblemática e que
faz parte do imaginário popular possuir duas origens completamente diferentes,
uma negando e anulando a outra. Enquanto no livro e no musical Wicked, a bruxa
verde Elphaba, irmã de Nessarone, se torna má pelos eventos trágicos que
vivencia, possuindo uma densidade psicológica bem construída, No filme Oz:
mágico e poderoso, a bruxa boa Theodora se torna a bruxa verde por culpa da
irmã Evanora.
No presente
filme, Oz é um mágico charlatão que acaba parando no mundo homônimo quando
foge, em seu balão, do namorado de uma das mulheres que ele tentou seduzir. E
lá é confundido com o grande mágico que viria dos céus para vencer a bruxa má
que governa OZ. Governa entre aspas. O filme brinca com o fato de possuirmos
três bruxas (Glinda, Evanora e Theodora), e uma delas seria a infame bruxa má e
verde – isso pelos trailers. NA realidade a trama do filme é bem construída
quando tece a relação e o passado das três bruxas, delineando personalidades
marcadas para cada uma, apesar de nenhuma ser devidamente aprofundada.
O filme conta
então a jornada pessoal de Oz para tentar enganar o povo do estranho país.
Nesse meio tempo, ele encontra o macaco voador e a bela e frágil (ok, nem tão
frágil assim) boneca de porcelana. Que se não agregam grande valor à trama, são
interessantes em si mesmos.
No final, o
filme, como não podia deixar de ser, já que é um Disney, traz uma bela mensagem
sobre confiar em si mesmo e acreditar em seu potencial, apesar das limitações.
É uma mensagem sincera, e que casa bem com a historia contada sobre o Mágico de
Oz no filme musical original. É bem divertido, deslumbrante visualmente e com
lindos figurinos das três bruxas. Vale uma conferida, especialmente em 3D.
Direção e
roteiro:
Richard
LaGravenese
Elenco:
Jeremy Irons
Viola Davis
Emma Thompson
Thomas Mann
Emmy Rossum
Zoey Deutch
Margo
Martindale
Rachel
Brosnahan
O filme é vendido como um novo crepúsculo, que
contaria o romance sobrenatural entre Ethan Waite (Alden Ehrenreich), o
pseudo- garanhão de uma escola do interior do Estados Unidos (que está muito
mais para caipirão fofo) e Lena
Duchannes (Alice Englert), a figura estranha e mítica. O filme
(também baseado numa série de livros) da vez aborda bruxas e não vampiros, e
assim como os filmes baseados na obra de Stephenie Meyer, reinventa
terminologias e novas classes e espécies de bruxos e bruxas. A historia envolve
uma profecia mal contada (que não parece fazer tanto sentido à principio, e
tampouco ganha mais consistência ao final do filme), que envolve o fato de que
cada menina a fazer 16 anos na família de Lena deve escolher se tornar-se-á uma
bruxa da luz ou das trevas, para sempre. No desenrolar do filme, a tal profecia
fica um pouco mais desenvolvida, e mesmo com explicações espíritas, ainda não
convence de todo.
Contudo, o longa
é competente e faz sentido em si mesmo se bastando enquanto película de fantasia,
sendo ao meu ver muito melhor que crepúsculo série. Os efeitos parecem de um
filme para TV. Mas os atores (e é justo destacar que o longa conta com um
luxuoso quadro de coadjuvantes como Emma Thompson – arrasando aqui,
desempenhando divinamente seu papel –Viola Davis e Jeremy Irons) segura bem a
história, até mesmo o casal protagonista. Alden Ehrenreich é semi desconhecido,
tendo seu trabalho mais expressivo o filme independente de Coppola, Tetro, mas
segura bem a onda e faz um personagem carismático e consistente. Já a Lana de
Alice Englert flerta com a inexpressividade da Bella de Kristen Stewart, mas a
despeito disso, consegue ter muito mais personalidade. E possui um
desenvolvimento interessante, trazendo uma reflexão sobre o bom e o mal em seu
destino final.
Diferente do
primo crepúsculo, aqui, o foco do filme é em Ethan e não e Lana. E isso já faz
uma diferença, pois o ponto de vista masculino do narrador-protagonista está
alheio a toda a magia à sua volta, sendo alienado a princípio, mas nunca burro.
O saldo final e
positivo, e o filme até me deixou empolgado. Fui sem nenhuma expectativa, e
curti e me diverti. É um bom filme do gênero magia/fantasia, e, apesar de ser
baseado numa série, faz sentido sozinho, tendo um roteiro coeso dentro do
possível, e com ótimas atuações.
DIEGO LANZA
http://www.facebook.com/mileniium
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É realmente um filme instigante, gostei muito do filme quando fui assistir, é realmente muito bom!!!
ResponderExcluirÉ realmente um filme instigante, adorei quando fui assistir no cinema, adorei realmente!!!
ResponderExcluirMuito boa sua análise, cara! Explica muito bem detalhes técnicos sem confundir. E eu gostei muito do Hanks nesse filme, muito mesmo. Tipo, MESMO!
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